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Até breve...

Written By Al Berto on segunda-feira, março 27, 2006 | segunda-feira, março 27, 2006

Estes tempos, curtos, deste Blogue foram enriquecedores.
Aprendemos com os outros e procurámos, com prazer, dar a conhecer algumas das nossas opiniões sobre diversos assuntos.

Sucede que a blogosfera merece mais que o tempo que por ora lhe podemos dedicar.
Resta-nos, assim, uma solução razoável: parar.
Paramos sem pena mas com vontade de um qualquer dia próximo retornar.


Mentíamos se não disséssemos que há algum desencanto pela falta de cortesia sentida pelo comentário infeliz de um internauta.
Os valores e os princípios não se ajustam ao sabor das conveniências do momento.

Procuraremos, assim, nos nossos espaços de cidadania, continuar a afirmar os valores de sempre.
Quem nos conhece sabe já com o que conta.
As nossas convicções mantêm-se.

Acreditamos que a valorização da cidadania conduz a mais e melhor democracia.
Agradecemos a toda a blogosfera a paciência e o grau de interesse com que nos acompanharam.


A quem, entretanto, nos visitar e quiser deixar o seu comentário ás postagens feitas a certeza do nosso feedback...se fôr caso disso.

Para os verdadeiros e sinceros internautas a nossa saudação.
segunda-feira, março 27, 2006 | 3 comentários | Read More

Na Escócia o consumo de tabaco foi proibido nos bares, restaurantes e locais de trabalho.

Written By Al Berto on domingo, março 26, 2006 | domingo, março 26, 2006


"A partir de hoje, na Escócia, é proibido fumar em locais públicos, mais concretamente em bares, restaurantes e locais de trabalho. Segundo uma sondagem, um quinto dos fumadores estão dispostos a não respeitar a lei."

Para quando uma lei semelhante em Portugal, ainda que menos fundamentalista, ...em que, por exemplo, os bares se retirem da lista?
Uma coisa é certa, de facto precisamos que algo seja feito contra este autêntico malefício em nome das gerações vindouras.

Miúdos de 12/15 anos a fumar como se vê pelas nossas escolas é que não está certo.

Mais informação aqui.
domingo, março 26, 2006 | 0 comentários | Read More

Ele há com cada um...mas ás vezes com piada.

domingo, março 26, 2006 | 0 comentários | Read More

Ólh´ó esperto...

Written By Al Berto on sábado, março 25, 2006 | sábado, março 25, 2006

sábado, março 25, 2006 | 0 comentários | Read More

Votos de boa sorte!

Written By Al Berto on sexta-feira, março 24, 2006 | sexta-feira, março 24, 2006

sexta-feira, março 24, 2006 | 0 comentários | Read More

Com os "Metros" de superfície tão em voga...




...há que ter cuidados redobrados!
sexta-feira, março 24, 2006 | 2 comentários | Read More

Para reflectir.


"A obediência dos povos alimenta a tirania dos governos".

"O homem não nasceu para trabalhar, mas para criar."

"Do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles forem meus, não seus.
Se o criador o tivesse querido juntar a mim não teríamos talvez dois corpos ou duas cabeças também distintas.
Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha.
É possível que depois da oposição venha a pensar o mesmo que eu; mas nessa altura já o pensamento lhe pertence.
São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem."

por Agostinho da Silva,
insigne ex-Professor do Liceu José Estevão de Aveiro, seu primeiro local de trabalho nessa qualidade.
sexta-feira, março 24, 2006 | 2 comentários | Read More

Energia, que futuro?

Written By Al Berto on quinta-feira, março 16, 2006 | quinta-feira, março 16, 2006

... e no entanto 30 anos depois penso que, se não houver uma aposta viável nas energias renováveis, a energia nuclear surge como inevitável.


Também não poderá deixar de ser avaliada a questão da segurança.
No entanto a tecnologia nuclear disponível na actualidade não tem nada a ver com a tecnologia existente há 30 anos. Enquanto há 30 anos um acidente nuclear poderia ser considerado uma eventualidade de alto risco, hoje em dia é uma eventualidade quase descartada tais os níveis de segurança atingidos.

Por outro lado a questão do lixo nuclear poderá ser tratada por tecnologias actuais e, sobretudo, futuras. Armazena-lo na Lua será porventura uma alternativa que além de viável poderá tornar-se uma rotina.

Há a questão técnica da produção do urânio enriquecido que, por sua vez, obriga á produção de gases de estufa. Resta saber se esta forma de poluição é suficientemente pequena que compense o uso do nuclear.

Uma coisa é certa o ocidente, se quer continuar a ser o que é, não pode, nem deve, continuar dependente do petróleo de países altamente instáveis e com regimes de legitimidade duvidosa que se alimentam desse mesmo petróleo.

No que diz respeito a Portugal penso que, dada a sua extensão de costa marítima e a concentração da população ao longo dessa costa, o aproveitamento da energia das ondas poderá ser uma alternativa interessante se fôr pensada, e enfrentada, como desígnio nacional.

Tal como outrora os portugueses se atreveram na aventura marítima, porventura também agora Portugal poderá ter de se virar para o mar... seu fiel e eterno aliado.

Vantagens da energia das ondas:

1- É uma energia livre, não é necessário qualquer combustível nem existe produção de lixos;
2- A operação e manutenção não é dispendiosa;
3- Pode produzir grandes quantidades de energia


Desvantagens da energia das ondas:

1- Depende das ondas, algumas vezes conseguem-se grandes quantidades de energia outras vezes...nada;
2- Precisa de estar colocada num sítio propício para esse fim onde as onda sejam constantemente fortes;
3- Alguns modelos são muito ruidosos;
4- Deve estar preparada para aguentar estados de tempo muito agressivos.
quinta-feira, março 16, 2006 | 2 comentários | Read More

Sócrates o "pai" do "Coaching" ?

Written By José Manuel Dias on terça-feira, março 14, 2006 | terça-feira, março 14, 2006


O grego Sócrates, um do maiores pensadores de todos os tempos, costumava reunir os seus discípulos na Ágora, o antigo mercado de Atenas, para discutir as questões da existência. O seu método consistia em propôr temas, instigar ideias com perguntas, ouvir o que os seus seguidores tinham a dizer, ensinar e ao mesmo tempo aprender.

Para Sócrates o momento em que estava com os seus alunos era sagrado. O exercício de aprendizagem era diário. A vida das empresas é, nos dias de hoje, bem diferente.
A falta de tempo é uma das razões para a inexistência de "Coaching"(*), sendo também sinónimo de ausência de vontade para aprender.

(*)Coaching - processo continuado e planeado de aperfeiçoamento e superação profissional, baseado essencialmente na aprendizaem-acção.
terça-feira, março 14, 2006 | 0 comentários | Read More

No comments.





bartoon de Luís Afonso para o Jornal Público
terça-feira, março 14, 2006 | 1 comentários | Read More

Uma revolução com bilhete de ida e volta.

Written By Al Berto on sexta-feira, março 10, 2006 | sexta-feira, março 10, 2006


Ontem revi um filme que me marcou na minha juventude. Trata-se do “Dr. Jivago”.
Não só pelo conteúdo histórico, pelas relações sociais desse período conturbado que foi a “Revolução Bolchevique” e os “ajustes de contas” que permitiu impunemente fazer, mas também pela sua banda sonora que ainda hoje tenho como das melhores produções feitas para o cinema.

Quem, como eu, atravessou a sua juventude interessado nas questões da justiça social, da liberdade e da igualdade, olha para trás e ajuíza das suas tomadas de posição e da sensatez que as conduziu.

Lembro da altura o juízo condenatório, sobre algumas das minhas análises e posições, de alguns amigos ditos revolucionários, que para o afirmarem usavam boina á Che Guevara com a respectiva estrela vermelha, e que hoje, muitos deles oportunisticamente e não através de análise reflectida, se “adapataram” a correntes conservadoras ou muito perto disso.

Para aqueles desafortunados dessa altura que, teimosamente, permanecem “presos” á herança de ideias derrotadas pela história, uma palavra que os chama á realidade e os pretende retirar do “oportunismo militante” e sem sentido real.

Os ainda partidários ou simplesmente saudosistas de uma economia de comando centralizado, do tipo que existia na ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e na China há cerca de duas décadas, poderão, finalmente, derramar uma lágrima de crocodilo pela morte, quase sem comemorações, de um regime que, em seus tempos áureos, cobria dois terços das terras emergidas e igual proporção de seres viventes. A geração pós-Segunda Guerra deve ainda de se lembrar que o comunismo se apresentava então como o sucessor natural do capitalismo enquanto organização social de produção e que, em 1959, sob a liderança do ex-primeiro ministro soviético Nikita Krushev, ele prometia enterrar o próprio capitalismo.

Um sistema económico profundamente irracional, operando a um enorme custo social e humano, que apenas se conseguiu manter graças às desventuras económicas e políticas do próprio capitalismo – crises e depressões a partir dos anos 20, ascensão dos fascismos, guerras entre impérios – e ao fascínio intelectual que ideias económicas estatizantes e a concepção de um Estado administrador exercia em lideranças importantes do próprio mundo ocidental.

Ainda que sem grandes anúncios e funerais, o comunismo, para todos os efeitos práticos, acabou por morrer, sem discurso e sem coroa. Se fosse o caso de escolher algum epitáfio tumular, ele poderia levar a seguinte inscrição, para deleite de alguns e o ódio incontido de vários outros: “Camaradas: o capital venceu”.

Da actualidade ressalta o facto de que uma boa parte da nova “economia capitalista” na Rússia ser caracterizada pela corrupção generalizada das práticas empresariais, que o ambiente legal dos negócios possa ser descrito como “subdesenvolvido” ou que mais da metade dos dirigentes das empresas privadas seja formada pela antiga nomenclatura do PCUS reciclada na gestão de ex-empresas estatais vendidas a preços irrisórios, tudo isso não importa muito do ponto de vista da classificação recém atribuída pela UE e pelos EUA ao sistema económico da Rússia como um todo: doravante ele será considerado capitalista, ou pelo menos “de mercado”, e tratado como tal, o que obviamente implica em custos e benefícios igualmente.
A base económica explica, ainda desta vez, a transição de um modo de produção a um outro. Para chegar a um verdadeiro sistema económico de mercado, na antiga zona soviética, só faltava atravessar o que Marx chamava de purgatório capitalista.

Esse purgatório foi atravessado, porventura ainda continuará, num longo ciclo de depressão económica ao longo da última década do século XX.

O comunismo chegou efectivamente ao final da sua longa trajectória histórica: ele terá constituído, finalmente, uma longa etapa de transição que levou do capitalismo ao... capitalismo.

Para trás ficaram milhões de mortos...pela causa.
sexta-feira, março 10, 2006 | 0 comentários | Read More

Ainda a propósito da cultura japonesa.

Written By Al Berto on quinta-feira, março 09, 2006 | quinta-feira, março 09, 2006


Os séculos XV e XVI foram uma época de grandes expedições e consequentes descobertas. Após a chegada ao Brasil, em 1500, os portugueses navegaram para o Japão.

Em 1512, durante o reinado de D.Manuel I, chegam notícias de que existiria um arquipélago, na região onde o mercador italiano Marco Polo, na sua longa viagem pela China, em 1291, tomara conhecimento e que era chamado "Cipango" ou "Ji-pangu", local onde o sol nasce, em chinês. Não era lenda, como pensavam os contemporâneos do famoso mercador.

Na época os japoneses viviam isolados, pelo facto do país não ter ligação por terra com nenhum outro, e só tinham contacto com a China e Coreia, de onde receberam fortes influências culturais, como a escrita, o cultivo do arroz e o budismo. Mas a informação que o ocidente tinha do Japão ainda vinha de mercadores, que tinham circulado pelo continente chinês. "Uma ilha grande, de gente branca, de boas maneiras, formosos e de uma riqueza incalculável", descreveu Marco Polo. A descrição deixava o novo país envolto numa névoa de fabulosas riquezas, e quando Cristóvão Colombo descobriu o Haiti, em 1492, estava convencido de que tinha chegado ao misterioso Cipango.

Já em 1540, as informações sobre o Japão estão mais claras, pois barcos japoneses ancoravam nas pequenas ilhas de Liampo (Ning-po), na costa chinesa, e lá tinham contacto com mercadores portugueses. Ancoravam ali também barcos chineses de junco. Foi um desses barcos, segundo a história, que se dirigia para Liampo carregando três portugueses, que sofreu uma violenta tempestade e foi parar na ilha de Tanegashima, ao sul do Japão. A data desse acontecimento é 23 de setembro de 1543, de acordo com Teppo-ki (crônica da espingarda), escrito no Japão no início do século XVII.

Teppo-ki narra a introdução da espingarda pelos três náufragos portugueses e descreve as observações do chinês que actuou como intérprete dos estrangeiros:
"Estes homens bárbaros do sudeste são comerciantes. Compreendem até certo ponto a distinção entre superior e inferior, mas não sei se existe entre eles um sistema próprio de etiqueta. Bebem em copo sem o oferecerem aos outros; comem com os dedos, e não com pauzinhos como nós. Mostram os seus sentimentos sem nenhum rebuço. Não compreendem os caracteres escritos. São gente sem morada certa, que troca as coisas que possuem pelas que não têm, mas no fundo são gente que não faz mal".

O padre Francisco Xavier, que se encontrava em Málaca, na China, tomou conhecimento da descoberta do Japão pelos portugueses e ao conhecer um foragido japonês chamado Anjiro (que pode ser Ângelo, um nome de batismo), tomou a decisão de ir expandir a fé cristã no novo país.

Fugindo de uma acusação de homicídio, Anjiro havia buscado refúgio no navio do capitão Jorge Álvares, que esteve no Japão em 1544. Anjiro acompanhou Francisco Xavier em 1549 ao Japão e auxiliou-o no trabalho de cristianização.

Numa das passagens mais curiosas da história, Xavier viaja para Kyoto, e em apenas onze dias verificou a razão porque a catequização não progredia e os japoneses davam pouca atenção às suas palavras:
era a pobreza de que fizera voto, e que aos japoneses impressionava mal.

Quando soube que o daimyõ (senhor feudal) de Yamaguchi era o mais poderoso do país, dirigiu-se para lá vestindo ricas vestes sacerdotais. O daimyõ ficou impressionado e recebeu de Xavier cartas do vice-rei da Índia e do bispo João de Albuquerque, pedindo autorização para o jesuíta pregar o cristianismo ali.
A autorização do daimyõ, datada de 1552, diz:

"Este documento prova que dei licença aos padres vindos do Ocidente, para encontrarem ou construírem um mosteiro a fim de espalharem a lei de Buda".

A última expressão mostra que os japoneses pensavam que se tratava de uma seita budista vinda da Índia. De facto, o daimyõ deu-lhes um mosteiro budista para se instalarem.

Ao mesmo tempo que o cristianismo crescia, o comércio português também foi intensificando com o Japão. Os portugueses circulavam por vários portos e em todos faziam negócios. No Japão compravam prata, cobre, objetos laqueados e espadas. E vendiam sedas e ouro adquiridos na China. Em pouco tempo, Portugal passa a ser o único país a intermediar negócios entre o Japão e a China.

Apesar dos acontecimentos que se seguiram, como a chegada dos holandeses, o fecho dos portos e o completo isolamento do Japão, a influência portuguesa no Japão pode ser vista ainda na actualidade.
E não somente em Nagasaki, onde a presença portuguesa foi mais forte e demorada.


Algumas palavras oriundas do português que são usadas no Japão:

Kappa - Capa

Shabon - Sabão

Koppu - Copo

Castera - bolo de (gemas de ovos em) Castela

Pan - Pão

Kabocha - Abóbora da Camboja

Tempura - Tempero

Palavras japonesas que fazem parte do português:

Biombo - Byobu

Quimono - Kimono

Judo - Judo
quinta-feira, março 09, 2006 | 0 comentários | Read More

Aprender com os outros


Todos nós já passámos por dificuldades, para as quais não encontrámos, no imediato, solução. Procurámos saídas e nada. Acontece que, muitas vezes, a solução pode estar próxima. Nos nossos amigos, nos nossos vizinhos, no modo como outros já resolveram situações similares. Ter a humildade de aprender com os outros é uma arma competitiva essencial. Os japoneses são conhecidos por desenvolver esta postura de modo obsessivo. Procuram aprender sempre. O seu país é uma sociedade conectada. Todos aprendem com todos. As pessoas partilham a informação quase ao mesmo ritmo com que a absorvem. Talvez aí esteja parte do segredo do seu sucesso como país competitivo. Não fazia nada mal que os portugueses passassem também a " aprender com os outros". Sempre se poderiam ganhar uns lugares no ranking da competitividade.
quinta-feira, março 09, 2006 | 0 comentários | Read More

Consultar este blog é intelectualmente benéfico.

quinta-feira, março 09, 2006 | 0 comentários | Read More

SLB..SLB...Glorioso SLB!

Written By Al Berto on quarta-feira, março 08, 2006 | quarta-feira, março 08, 2006

quarta-feira, março 08, 2006 | 0 comentários | Read More

Conhecimento


Segundo Ikujiro Nonaka " numa economia onde a única certeza é a incerteza, a única fonte segura de vantagem competitiva é o conhecimento".

Mudam-se mercados, concorrentes modificam-se, produtos tornam-se obsoletos, as empresas que querem ter sucesso precisam de criar e disseminar conhecimento.
quarta-feira, março 08, 2006 | 1 comentários | Read More

Terrenos "afortunados".


"Um processo de aquisição de um terreno e um outro de aprovação de um plano de pormenor, apreciados anteontem à noite na Assembleia Municipal, evidenciaram o clima que ainda se vive resultante da mudança de poder na Câmara de Aveiro num tipo de abordagem que levou o líder da bancada dos social-democratas, Manuel Coimbra, a dizer que «há três anos não se faziam negócios lá muito bem feitos».
Num caso, foi criticada a negociação feita pelo Executivo liderado pelo anterior presidente, Alberto Souto, que, inclusive, motivou o socialista Raul Martins a dizer que merecia «um processo mais aprofundado»."

Bem haja o Raul Martins que, no meio de tanta gente ainda subserviente perante o ex-presidente, consegue ter uma posição crítica de todo o processo.

Aliás convirá referir um outro, de má memória, que consistia na transformação do campo de futebol do Centro Desportivo de S. Bernardo numa urbanização violando o espírito para que o mesmo foi construído.

Ainda restos de uma gestão camarária autista e prepotente e que não deixa saudades.
quarta-feira, março 08, 2006 | 0 comentários | Read More

Assobia-se para o lado...ou então diz-se que tambem é má língua...

Written By Al Berto on quinta-feira, março 02, 2006 | quinta-feira, março 02, 2006


"A antiga responsável da Polícia Judiciária, Maria José Morgado, volta a criticar a política do Governo no combate à corrupção.

Em entrevista à Notícias Magazine, a magistrada diz haver falta de coragem na luta contra o crime, o que tem consequências graves para o País.

Para Maria José Morgado, a corrupção gera um país ainda mais pobre e atrasado.

A actual procuradora-geral adjunta do Tribunal da Relação adianta inclusive que até agora ainda não viu definida no programa de Governo a prioridade no combate à corrupção, questionando se tal sucede por falta de vontade, incompetência ou ineficácia do sistema.

Na opinião de Maria José Morgado, os sectores mais passíveis de ser corruptos são a administração pública central e local e o mundo do futebol, pela falta de transparência."

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A lógica aparelhística dos partidos, principalmente na administração pública central e local, a isto conduz.

...mas há sempre aqueles que preferem "meter a cabeça na areia", normalmente porque estão há espera de mais umas "migalhas" ou de mais um "tachito"...os sempre chamados "chico-espertos"...normalmente incompetentes.
quinta-feira, março 02, 2006 | 1 comentários | Read More

Afinal nem tudo é mau...


Estudo aponta potencial da produtividade portuguesa

A produtividade da indústria portuguesa é das mais débeis da Europa, mas tem potencial quanto a factores como as infra-estruturas e acessibilidade mundial, revela um estudo do Banco de França citado na edição de sábado do Diário de Notícias.

A debilidade de Portugal (29º no índice global) é explicada pelo nível do capital humano e da capacidade de gestão. « (...) mas, no que diz respeito às infra-estruturas, acesso a capital e integração no comércio internacional, os resultados nacionais estão próximos dos melhores do mundo», refere o artigo.

Assim, Portugal sobe ao 15º lugar, com «forte potencial» entre os 51 países analisados.

................................

"A debilidade de Portugal (29º no índice global) é explicada pelo nível do capital humano e da capacidade de gestão..."

pois é, e eu já estou "careca" de saber isso. Principalmente pela capacidade de gestão dos "empresários chico-espertos" que temos.

Veja-se, por exemplo, o caso da Autoeuropa.
Com uma gestão (estrangeira) competente e mão de obra nacional consegue estar, senão ser, a melhor divisão, no sector, da Volkswagen a nível mundial.

"Nós" somos bons é a abrir hipermercados (Belmiro),...ou nos telemóveis (PT)...apesar de não os fazermos...e isto sim é que seria importante.

Agora temos as energias renováveis...mas, como é tradição nossa, quando começarmos já os outros estarão em velocidade de cruzeiro e a tornar absoleta a nossa tecnologia.

Sabe-se que há potencialidade, por exemplo, na energia das ondas e das marés.
E sabe-se que, por condições naturais e "desenho" do país, temos uma extansão de costa razoável.
Mas, ainda que bem, estamos a apostar na energia eólica...que é liderada tecnologicamente por outros países donde é importado o "know-how".
Quer a energia das ondas quer a das marés oferece a possibilidade de criar "know-how" exportavel porque se encontram em faze de estudo e desenvolvimento.
Na minha modesta opinião deveria ser nestas que Portugal deveria apostar.
Há uma empresa em Portugal, a MARTIFER - http://www.martifer.pt/site.asp , que já está com desenvolvimentos muito interessantes nesse campo em colaboração com a Universidade de Aveiro, mas parece que os apoios não são os esperados dado o investimento que é necessário fazer emprotótipos de teste de mar.

Aqui a banca, toda ela, que tem tido lucros chorudos á custa do "ignorante" zé-povinho, poderia arriscar esses apoios criando consórcios, ou qualquer outro tipo de sociedades participadas mas, mais uma vez, vem ao cimo a fraca apetência empreendedora dos portugueses...a tal capacidade de gestão.

Nós fomos "bons" de facto foi a explorar o "preto" e a escravizá-lo.
Aí, enquanto durou, ninguém nos bateu.

Vamos agora vêr o que o futuro nos reserva.
quinta-feira, março 02, 2006 | 0 comentários | Read More

Reflexão sobre a amizade...no presente.


A amizade está em declínio e a solidão está em ascensão.
Qualquer um pode constatar isso no mundo contemporâneo.
Os laços humanos tornam-se cada vez mais frágeis e efêmeros porque vivemos numa época em que tudo rapidamente se "evapora".
Hoje, antes mesmo que uma amizade se solidifique, ela está condenada á evaporaração frustrando a intenção sincera dos pretensos amigos.
O amor também facilmente se evapora, veja-se o gráfico do número de divórcios.
Aliás, a própria vida "foge", rápidamente, sem que possamos aproveitá-la intensamente como parecia acontecer com os mais antigos.

Vivemos a época das grandes manifestações de massa, das grandes multidões que acorrem aos estádios para assistir ao futebol, ao culto religioso, à banda de rock, ao partido político ou ao carisma de um falso ídolo mas, de uma forma geral, nunca nos sentimos tão sós e sem vínculos autênticos de amizade.

Nos dias de hoje já não importa ter amizades autênticas, mas relacionamentos úteis.

O outro é avaliado para ser nosso amigo instrumental, em função de interesses mesquinhos.
Importa menos um encontro para conversar-por-conversar, do que estar conectado na rede, para trocar e-mails, participar num chat, ou simplesmente jogar em rede com os "amigos virtuais".
A conexão da Internet ou do telemóvel promete um gozo especial, mais do que estar "ao vivo" com o outro.
Ficar face-a-face fica cada vez menos necessário.

Cresce o número de gente que se sente intoxicada de gente, daí cada um inventa uma fuga:
- um relacionamento de faz-de-conta
- contactos apenas virtuais
- arranja um animal de estimação
- viver em algum lugar solitário
- uma viagem inócua

Depois há também aqueles que não acreditam mais na amizade ou os que dizem que sómente se interessa conversar com os do "seu nível".
Com a fragmentação irreversível da nossa época resta a cada um ficar na sua, em casa, e "conversar" com Platão, Aristóteles, S. Agostinho, S. Tomás de Aquino.

Hoje é fácil descartar amizades potenciais.
A falta de disponibilidade para a amizade verdadeira é tamanha que torna-se visível a resistência para continuar uma conversa que mal teve um início.
As poucas amizades que ousam ultrapassar a barreira do formalismo precisam vencer as contingências que concorrem para a sua falência, ou podem simplesmente serem toleradas por interesses profissionais, institucionais, políticos, acadêmicos, comunitários, ou mesmo familiares.

Onde as relações são instrumentais não existe verdadeira amizade.

As amizades sustentam-se apenas onde as relações são genuinas.
A política, tantas vezes tema das nossas conversas, é o melhor exemplo de relações instrumentais, porque, nela, existe sempre um terceiro elemento que condiciona as relações humanas, que são: a causa, o interesse do partido que cada um serve, ser um "não-sujeito", etc.

Na amizade – e no amor, também – sobressai o impulso natural e o sentido genuino da relação de querer estar com outro,...e basta.
Embora a amizade e o amor tenham os seus próprios e camuflados interesses egoístas, a finalidade de ambos é a sustentação do vínculo entre as pessoas que se querem bem.

Entretanto, a pseudo amizade dos militantes de uma causa política, religiosa, ou cultural, tem uma finalidade meramente instrumental, porque o outro só existe como "objecto" de uso para conseguir êxito numa causa abstrata ou concreta.

Existe uma equivalência no tratamento entre "camaradas", "companheiros" e os "irmãos" do cristianismo.
O tratamento de "camarada" ou de "companheiro" nada tem do sentido clássico de amigo.
O camarada ou companheiro é alguém incluso na militância, na luta política, ou seja, a relação jamais é directa, antes passa pela "autorização" do outro (o partido, a causa, etc).
Nesse sentido, ambos se aproximam do sentido de "irmão", que é de inspiração religiosa ("irmãos em Cristo", "O amor de Cristo nos uniu"), isto é, mediado por Deus.

O caso do cristianismo é uma religião que se trabalhou ideologicamente para substituir a amizade, cuja matriz é grega e laica, pela irmandade, mediada pelo poder e amor divinos.
A ética cristã que aproxima os crentes é o amor que passa por Deus-Pai, ou ao "próximo", portanto, não ao "amigo".

De leituras feitas retirei estas ideias que me pareceram interessantes.
- Na antiguidade, Epicuro foi o sábio que mais amigos teve.
Embora fosse um homem de saúde frágil, Epicuro, morreu feliz, brindando aos seus amigos com uma taça de vinho.
- Sócrates também não se cansava de dizer que o maior bem que tinha na vida eram os amigos.
Uma de suas preocupações, como filósofo, era ensinar aos discípulos como fazer e como manter amizade, dado que existem pessoas que facilmente iniciam uma, mas não sabem como mantê-la.
- Platão, seu principal discípulo, herdou do mestre sua dedicação para com esse assunto, fazendo vários diálogos elogiando a amizade.
- Aristóteles a quem coube elevar a amizade à categoria de virtude, que como tal é uma coisa absolutamente necessária para a vida – mais exactamente, para viver a vida com sentido de felicidade.
"Ainda que possuísse todos os bens materiais, um homem sem amigos não pode se feliz", diz.

Por outro lado o sociólogo italiano Alberoni, observa com propriedade que a amizade só é possível entre "iguais", ou entre aqueles que vivem a mesma condição humana.

Portanto, é praticamente impossível existir amizade entre patrão e empregado, entre professor e aluno, entre médico e paciente, entre psicanalista e analisando, entre líder e liderados, entre sargento e soldado, entre uma autoridade e os seus subalternos, etc, porque sendo relações assimétricas é natural que exista entre tais pessoas, respeito, veneração, temor reverencial, adulação, "graxa", mas não amizade genuína.
Para que alguma dessas relações vire uma amizade verdadeira há que ser superada tal assimetria.

Em 2005 foi publicada uma pesquisa sobre a relação entre amizade e a saúde. As conclusões foram de que além de ela dar sentido existencial á vida ela proporciona saúde física e bem estar ás pessoas envolvidas.

Para termos em conta,

Finalizo com uma máxima, "muito minha", que recebi de herança:
"Desconfia de uma pessoa que a todos chama de amigos. Porque, se ele chama a todos de amigos, provavelmente não se sente amigo de todos".

Sejamos verdadeiros amigos e saibamos viver essa condição.
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Energia Nuclear...SIM ou NÂO?


A favor da energia nuclear:

Com o crescente, e para já imparável, aumento do preço do petróleo surge de novo a hipótese da energia nuclear como alternativa a esse combustível fóssil.

O nuclear tem sobre o petróleo inúmeras vantagens...terá mesmo todas as vantagens se exceptuarmos o factor da segurança.
Sabemos que um acidente nuclear poderá ter consequências desastrosa mas também sabemos que tais acidentes, desde que tal tipo de produção de energia foi colocado ao serviço, são remotas. Das poucas havidas não se conhece aliás, para além de Chernobil, nenhuma anomalia em centrais nucleares que não tenha sido prontamente solucionada.

Por outro lado, e no caso português, pensar o nuclear como sendo algo de nefasto e perigoso poderá ser uma atitude meramente fundamentalista. Quando qualquer um de nós reflectir sobre este assunto deverá ter sempre em linha de conta que na vizinha Espanha já existem centrais nucleares e que, o simples facto de nós não as termos
nas fronteiras nacionais, não impede que sejamos atingidos pelos efeitos dessas mesmas centrais espanholas.

A poluição, qualquer que ela seja, não tem fronteiras terrestres.

Por outro lado o nuclear tem uma grande desvantagem em relação ao petróleo que lhe advém exactamente dos cuidados que devem ser colocados nas questões relacionadas com a segurança. Estes são de tal monta que só esbatem nos benefícios quando estudados para um conjunto de 5 ou mais centrais.

Aqui entra outro dado deveras importante. Se para nós está fora de hipótese ter um tal numero de centrais nucleares então poder-se-á colocar a hipótese de uma "joint-venture" com Espanha e inseri-la no mercado ibérico de electricidade (MIBEL).

Os custos de segurança poderão ficar assim diluídos em função das necessidades energéticas de cada país.

Por outro lado afigura-se inevitável que os países ocidentais tudo façam para, no futuro, diminuir a sua dependência do petróleo nomeadamente por este ter grande parte da sua origem numa zona do globo em constante instabilidade.

Assim a Portugal, ao não acompanhar a tecnologia do nuclear lado a lado com estes países ocidentais, só lhe restará mais uma vez ficar dependente do fornecimento energético desde esses países sem que isso signifique que se vê livre das consequências que um eventual desastre nuclear que aí podesse ocorrer.

Em relação ás questões de segurança poder-se-á dizer que, actualmente, com os sofisticados meios de detecção de falhas decorrentes dos avanços tecnológicos ao nível das tecnologia de informação, e não só, servem de garantia de que a ocorrência de um desastre deste tipo, senão impossível, será muito remota.

Finalmente na economia global também as necessidades energéticas se tornam globais.
Também a poluição é um problema global.
Este é um problema bem real e que se apresenta como, porventura, um perigo bem mais sério e real do que um isolado desastre numa qualquer central nuclear.
O aquecimento global está a conduzir o mundo para um "beco sem saída" de consequências inimagináveis neste momento que poderá pôr em causa a
nossa própria existência como já põe a de outras espécies.
No que nos diz respeito, catástrofes naturais, alteração climáticas, desertificação, etc. são já o prenúncio do que há-de vir se nada fôr feito.

O nuclear está aí e desta vez para ficar.
Não poderemos "fechar os olhos" a esta nova realidade.


Contra a energia nuclear:

1- É um risco de segurança e de saúde inaceitáveis e desnecessários devido aos tremendos acidentes que pode causar, como em Chernobyl na Ucrânia, Three Mile Island e a Brown's Ferry no E.U.A., e Windscale, Inglaterra;

2- É muito caro comparado a outros modos de satisfazer as necessidades energécticas no sector elétrico;

3- Produz desperdícios radioativos duradouros e perigosos que devem ser mantidos longe do meio ambiente por centenas a milhares de anos, e com um grande custo financeiro para sociedade;

4- Se não fosse somente pelos primeiros três problemas, a energia nuclear deveria ser um recurso energéctico sem importância atendendo a tantos outras escolhas melhores existentes e que podem ser usadas na satisfação das nossas necessidades de energia.

Há, no entanto, mais quatro objeções ao uso continuado da energia nuclear:

5- Mundialmente contribui para a expansão ilegal e não desejada de materiais nucleares, tecnologias, e eventualmente armas, como na Coréia, Paquistão, Israel e Iraque;

6- Não ajuda eficazmente, nem seguramente resolve, outros problemas ambientais sérios como efeito estufa (p.exp. os meios de transporte usam derivados do petróleo);

7- Não pode eficazmente ou seguramente terminar a nosso dependência em importações de petróleo, apesar do que a indústria nuclear anuncia;

8- Há um grande risco de um atentado terrorista numa central nuclear ou - surpreendentemente, muito mais perigoso - num local de armazenamento dos desperdícios.


Se pensarmos em conservação e eficiência energética, cogeneração e recurso ás energias renováveis, veremos que estas energias deverão assumir o papel da energia nuclear. Elas ajudam a melhorar a condição ambiental e a economia.
Esta é a direcção a seguir quando se fazem as escolhas das energias futuras.

O debate está lançado.
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Religião e política...o casamento "perfeito".


"O rabi Yitzhak Kaduri, o mais antigo e venerado cabalista judeu, morreu hoje em Jerusalém vítima de pneumonia com uma idade estimada entre os 104 e os 106 anos, informaram fontes médicas.
...
A crença popular atribuía-lhe poderes mágicos, nomeadamente a cura de doentes. Os fiéis tocavam na sua porta para obter benesses.

O magnetismo exercido pelo rabi nos meios tradicionalistas e religiosos foi explorado com sucesso pelo partido ultra-ortodoxo nas eleições israelitas de 1996.

Na sequência de diferendos com o partido ultra-ortodoxo, o rabi fundou a sua própria formação política para disputar as eleições legislativas de Janeiro de 2003, tendo percorrido Israel em campanha eleitoral num veículo semelhante ao Papamóvel."


Religião e política...o casamento "perfeito".
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Plano Tecnológico - Análise crítica


No que respeita à inovação em que é que inova este plano em relação ao que já foi realizado há mais de uma década nos países nórdicos?
Quais os sectores estratégicos a criar/reforçar de forma a criar uma oferta externa competitiva assente nas capacidades distintivas do nosso país?

Não está no Plano Tecnológico.

Quais as tecnologias cruciais ao nosso desenvolvimento tecnológico, à melhoria dos cuidados de saúde, à rentabilização da nossa agricultura, do sector pesqueiro, a modernização tecnológica da industria têxtil, ao lançamento de novas indústrias de futuro, por exemplo?

Não está no Plano Tecnológico.

O certo é que se Michael Porter fosse convidado a vir a Portugal realizar outro estudo, não perderia muito tempo e, com muita facilidade, copiaria o trabalho anterior e de provas dadas.
Mas nós achamo-nos "seres" superiores e portanto isso por si só não basta.

Medidas redundantes e generalistas, que se destinam a subsidiar actividades científicas, académicas e empresariais indeterminadas?

O Plano está cheio delas.

Medidas nacionais que criam mais organizações, institutos, comissões de avaliação e cargos de chefia apontados politicamente?

O Plano está cheio delas.

Quando se diz ter como objectivo a criação de 200 novas empresas de cariz tecnológico seria necessário dizer em que sector e como.
Ao nível energético é de louvar a tentativa de criação de um cluster eólico, mas isso não se pode resumir ao lançamento de uns quantos concursos de atribuição de licenças de exploração.
É necessário envolver as universidades e empresas na investigação e aplicação de novos conhecimentos, de novas tecnologias de energia solar ou das ondas e desenvolvimento de novos equipamentos, assim como dinamizar o nascimento de empresas-lider no sector.

Fazer mais do mesmo que já se faz lá fora não constituirá mais valia substancial e, aí, estaremos irremediavelmente atrasados.

Muito menos a energia eólica permitirá resolver a dependência energética do nosso país e o quanto isso afecta a nossa balança comercial, preço dos custos da produção e o nível de vida dos consumidores.
Se realmente conseguirem verdadeiramente criar um cluster eólico forte, conseguirão suavizar a importação de energia, mas não será por isso que Portugal se tornará país exportador de energia ou se livrará da dependência do petróleo, que se constitui como um desafio crucial do século XXI.

Com este plano, Portugal não ganhará nenhum avanço em relação a outros países no que diz respeito a qualquer energia alternativa.

Dos documentos de Programas Internacionais de Inovação, Ciência e Tecnologia disponibilizados no site do Plano tecnológico não constam o das duas economias com maior excedente da balança de transacções de tecnologia: EUA e Japão.

E seria de todo interessante o governo tê-los estudado, especialmente quando o EUA estão no processo de lançar toda uma série de programas percursores no campo das energias alternativas. Disso dependem as margens da sua indústria e o futuro da própria indústria automóvel.

Também o:

1.Incremento qualificado dos níveis de conhecimento dos portugueses
2.Vencer o atraso Científico e Tecnológico
3.Imprimir novo impulso à inovação

Sem dúvida que são três eixos fundamentais do nosso atraso.
Mas eleger mais de duzentas medidas onde se misturam princípios de valor, medidas práticas e autênticos programas nacionais é demasiado académico.

No fim do seu mandato, Sócrates poderá sempre afirmar que conseguiu qualquer coisa, pois no meio de tanto plano até se esqueceram de enunciar quais seriam os objectivos:
- Onde estaremos daqui a 4 ou 5 anos?
- O que estaremos a fazer de novo?
- Qual o crescimento almejado da nossa quota de mercado no exterior?

Se uma empresa pretender colaboração no perfeiçoamento/desenvolvimento de determinado conhecimento científico ou tecnológico não existe um modelo de encaminhamento para os laboratórios do estado ou para a investigação académica associada.

As universidades, cuja autonomia administrativa já dura há muito tempo, ainda não aceitaram que prestar serviços de I&D ao tecido empresarial é uma forma de financiamento, formação e colocação de alunos no mercado de trabalho tão legítima como outra qualquer.

Enquanto continuarem a depender inteiramente de fundos do estado para patrocinar as suas actividades endógenas de investigação, a relação empresa-universidade-laboratórios nunca será verdadeiramente conseguida.

Portugal está a atribuir indiscriminadamente bolsas de doutoramento para tudo e todos quando o tecido empresarial português não tem capacidade de absorção desse know-how.

Estamos a subsidiar de forma cabal a saída de jovens com potencial do nosso país, para depois tentarmos incentivar o seu retorno através de mais subsídios, com a eficácia reduzida que se conhece.

Somos testemunhas de uma nova vaga de emigração altamente qualificada, em parte fundamental por culpa desta política de ciência e tecnologia.

O incentivo à investigação deve ser realizado nas empresas e em estreita colaboração com elas e tambem, mas nunca, em laboratórios e universidades com agendas próprias mal definidas, sub-repticiamente contratadas e sem resultados visíveis.

O atraso de um país não se resolve com um conjunto de mezinhas como quem vai às compras na mercearia. As mais de 200 medidas do plano assemelham-se a uma lista de mercearia.

A fuga de cérebros para os EUA durante os últimos 40 anos, ou a fuga de cérebros para a Índia ou China nos tempos actuais, não se deveu a subsídios do Estado.

Que qualidade de emigrantes temos atraído? Que projectos de I&D associado a investimento estrangeiro temos atraído?
A criação de parques de ciência e tecnologia nos EUA em meados da década de oitenta e noventa deveu-se a tudo menos a incentivos do Estado.

Em Portugal, que plano tecnológico resistirá a um IVA de 21%? Que supostamente seria temporário quando passou para os 19%...Como incentivar a utilização de computadores e internet se primeiro se encarece por via de impostos todo este género de ofertas?

Como se estimula a banda larga quando em primeira instância se dificulta a livre concorrência no sector das comunicações?
Duplicar o financiamento público de I&D é meritório, e fácil, mas não implica o crescimento correlacionado do I&D privado.

É isto que os governantes portugueses ainda não aceitaram.

Triplicar o nº de patentes registadas seria óptimo, mas isso não tem efeito se não forem patentes relacionadas com os sectores cruciais da nossa economia e se não corresponder a criação de novas empresas e produtos transaccionados com êxito lá fora.

Triplicar o esforço de I&D empresarial é de louvar, mas isso terá pouco impacto se for realizado por empresas onde o estado tem controlo através da participação de capital e redundante se feita onde já forem conhecidos os planos de investimento como da Siemens, da Bosch ou da VW Autoeuropa, entre outras poucas.

Fazer crescer em 50% os recursos humanos em I&D e a produção científica referenciada internacionalmente e aumentar para 1500 por ano o número de doutoramentos é grandioso.
Mas se estamos a formar quadros para trabalharem em empresas estrangeiras noutros países, estamos na prática a financiar outros sistemas científicos que não o nosso.

Daqueles que não vão para fora, muitos são absorvidos pelo próprio estado e muitos poucos são absorvidos pelo tecido empresarial a fazerem aquilo para o qual o Estado os formou.

Criar emprego à custa da despesa pública é fácil.
Foi uma das formulas com a qual Guterres chegou ao 2º mandato.

Um plano tecnológico não pode lutar sozinho contra as condições estruturais do país e o peso que o Estado detém na economia.
É de louvar que ele seja implementado, mas estando sozinho poderá limitar-se-á a uma série de consequências de certo modo inconsequentes para o crescimento e o desenvolvimento económico e para aproximar o país da média europeia.

Sem dúvida que este plano tem muitas coisas positivas. Muitas das quais dizem respeito a coordenação interministerial que dependerá em grande parte da capacidade de Sócrates em controlar o processo.

Sócrates fez bem em assumir o controlo do plano. Desse modo garante que mais nenhum coordenador do Plano poder-se-á demitir.

No entanto os portugueses votaram no choque tecnológico e esse tardará a vir. Tardará a sentir-se nas suas bolsas e no seu bem-estar.

As verbas destinadas, por exemplo, á OTA ou TGV, particularmente este último, poderiam ser reformuladas e aplicadas em Know-How empresarial de desenvolvimento de novas tecnlogias no sector das energias renováveis.
Estariamos a combater o nosso deficit energético, a contribuir para um melhor ambiente, a reduzir a esperada factura ambiental do Protocolo de Quioto e a criar bens de potencial exportação.

Uma coisa é certa: não será este plano que resolverá o nosso problema de modelo de desenvolvimento económico. Muito menos contribuirá este plano para aproximar significativamente Portugal dos países desenvolvidos da UE.
Esses não estão parados á nossa espera.
quinta-feira, março 02, 2006 | 0 comentários | Read More

Quem disse isto?


Ao lêr esta entrevista fiquei com a sensação de que ainda há pessoas com muito valor, e com valores - á esquerda e á direita.

Deixo aqui um trecho da entrevista:

"Um partido não é um presidente e uma câmara de televisão, mas um projecto de sociedade, um projecto para o país e para as pessoas. Se o partido se demite, se não faz este trabalho, não formula quadros, não faz pedagogia política, não cativa jovens, se fica só nos jogos de bastidores em Lisboa, se só se preocupa em aparecer na televisão, é um partido que tenderá a esvaziar-se, porque a riqueza de um
partido está na sociedade. Um líder arranja-se sempre, alguém que tenha perfil para aquele universo de pessoas. Os partidos deixaram de ser mensagem para passarem a ser jogos de poder..."


quem consegue dizer-me quem disse isto numa entrevista?

Dão-se alvíssaras.











R: Girão Pereira
quinta-feira, março 02, 2006 | 0 comentários | Read More