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"Ouro cinzento"

Written By Al Berto on segunda-feira, julho 30, 2007 | segunda-feira, julho 30, 2007


Um estudo realizado em Portugal pelo IPATIMUP sugere uma nova terapia para controlar a propagação das células tumorais para novos tecidos, um processo conhecido por metástase e que está associado a alto risco de morte.

Segundo a investigação, publicada pela revista "Human Molecular Genetics", da Universidade de Oxford (no Reino Unido), essa movimentação celular caótica pode estar ligada à activação aberrante de uma molécula chamada EGFR (acrónimo em inglês para Receptor do Factor de Crescimento Epidérmico), existente na membrana celular.

Ana Rita Mateus, Raquel Seruca coadjuvadas por colegas da Universidade do Porto e da Universidade Técnica de Munique (Alemanha), mostram no estudo que a inibição dessa activação pode converter a excessiva motilidade celular num padrão benigno.

Assim, os investigadores sugerem que os fármacos inibidores de EGFR - já disponíveis no mercado mas usados sobretudo em casos de cancro do pulmão - podem constituir uma nova terapia para controlar as metástases noutros tipos de tumores, como o do estômago e da mama.

A ciência portuguesa a par com o que de melhor se faz no mundo.
Contra os "velhos do Restelo"... nem tudo vai mal na república da Lusitânia... e este é um indicador de desenvolvimento ciêntifico de respeito.
segunda-feira, julho 30, 2007 | 10 comentários | Read More

Festa... é festa.

segunda-feira, julho 30, 2007 | 5 comentários | Read More

O D. Quixote português

Written By Al Berto on quarta-feira, julho 25, 2007 | quarta-feira, julho 25, 2007

Mal anda Manuel Alegre quando as suas declarações o tornam capa dum jornal que nada lhe diz... bem pelo contrário.
O seu historial mais recente são disso uma prova evidente.

Confundir exigência de respeito e educação com falta de liberdade de expressão só pode vir de quem está a ficar afectado na sua lucidez intelectual.

Compará-la com situações ocorridas durante o "estado novo fascista" só pode acontecer por manifesta e galopante doença de foro psiquiátrico.

A ser assim até se poderá ficar na dúvida se Manuel Alegre pertençerá aos "bananas" a quem o Charrua se referia ainda que ninguém o tenha apelidado de FDP.

Não há dúvida de que a falta das "luzes da ribalta" toldam o espírito a muita gente mas... o tempo não anda para trás.
O rei vai nú.
quarta-feira, julho 25, 2007 | 22 comentários | Read More

Corrupção

Written By Al Berto on segunda-feira, julho 23, 2007 | segunda-feira, julho 23, 2007


Há um sujeito em Portugal, como tantos outros com processos judiciais ás costas, que em nada o dignifica.
Há quem seja da opinião de que,
em condições normais, já deveria estar em prisão preventiva por existir o perigo de acção continuada da ilegalidade em causa.
É um facto que p
or actos muito menos graves há outros arguidos nessa situação.

Vem isto a propósito das últimas manobras de diversão vindas a público no sentido de perpectuar uma situação que exige uma resolução rápida para bem da transparência desportiva.

Vendo que a sua condição começa a ficar "preta", tenta fugir á justiça através de expedientes burocráticos em que, infelizmente, a justiça portuguesa é pródiga.

Os portugueses estão atentos e não deixarão de tirar as suas ilações deste processo que se arrasta nos tribunais portugueses.
É a imagem da própria justiça que está em causa.

Para a Procuradora Maria José Morgado uma palavra de incentivo para que continue a dar "caça" sem tréguas aos inergúmeros que existem neste país.

Actualização:

Neste domínio, as máfias italiana e brasileira bem podem vir a Portugal tirar um curso "superior" pois nos seus países não passam de "meninos de coro".

Leia aqui um exemplo dos métodos utilizados.
segunda-feira, julho 23, 2007 | 25 comentários | Read More

Sem palavras

segunda-feira, julho 23, 2007 | 3 comentários | Read More

Um tributo a Carl Sagan

Written By Al Berto on sábado, julho 21, 2007 | sábado, julho 21, 2007

Cresci a ouvir Carl Sagan.
Sempre me senti fascinado pela sua eloquência associada a uma rara inteligência.
Hoje, por razões que a própria razão desconhece, lembrei-me dos seus programas e resolvi prestar-lhe um pequeno tributo.

Ou será que a "estória" do sujeito que foi "feito do barro" faz algum sentido?



Por falar nisso, se Deus é a justificação última para a origem da existência... quem é que criou Deus?
sábado, julho 21, 2007 | 11 comentários | Read More

Portugal no bom caminho

Written By Al Berto on quinta-feira, julho 19, 2007 | quinta-feira, julho 19, 2007


A proposta de lei relativa ao novo regime de vínculos, carreiras e remunerações da função pública foi aprovada pela Assembleia da República.

Destaque para a alteração das posições remuneratórias que passam a estar dependentes não só da avaliação de desempenho, mas também do orçamento, para as despesas com pessoal, disponível para cada serviço.

Uma outra medida, de importância extrema para colocar moralidade neste sector de actividade que vivia á margem dos restantes portugueses, prende-se com a possibilidade do mau funcionário público poder vir a ser despedido.

Para que isso aconteça são necessárias duas avaliações de desempenho negativas consecutivas.
Estas levam à instauração de um processo disciplinar, que poderá levar à cessação do vínculo laboral, caso se confirme que houve uma violação grave e reiterada dos deveres profissionais.

Esta nova legislação é para ser aplicada somente a admissões na função pública posteriores á data de aprovação do diploma.

Sem duvida alterações que, há muito, o país exigia no sentido de ter uma função pública mais eficiente, mais produtiva e mais responsável, numa palavra, mais profissional.
quinta-feira, julho 19, 2007 | 14 comentários | Read More

A culpa não pode "morrer" solteira

Written By Al Berto on quarta-feira, julho 18, 2007 | quarta-feira, julho 18, 2007


Vivam meus caros amigos:

O problema é ainda mais sério do que tudo o que possa ser dito.
Quando um governo, e as suas instiuições, não sabem defender os seus cidadãos... é o próprio pais que está em causa.

É sabido há muito da falta de condições, para uma operação segura, do aeroporto de Congonhas.
Vários são os casos, diariamente, que fazem essa triste realidade.

Já no passado houve um outro caso em que morreram 100 pessoas quando um avião caiu sobre as casas circundantes.

É inadmissível que nada tenha sido feito. O que foi feito não passou de mera cosmética.
O planemamento urbano da cidade, sabedora da existência desse aeroporto, foi lamentável.
O próprio aeroporto não cuidou da sua própria segurança.

Entretanto as pessoas inocentes vão morrendo... até quando?

Um lema para o aeroporto poderá até ser lamentavelmente criado:

Viaje para o aeroporto de Congonhas e sinta na "pele" o que é uma verdadeira "roleta russa".

Por muito menos as linhas aéreas de Angola (TAG) foram proibidas de operar no espaço aéreo europeu.

Tudo isto é, de facto, muito lamentável.
quarta-feira, julho 18, 2007 | 15 comentários | Read More

Novidade... ou nem por isso!

Written By Al Berto on domingo, julho 15, 2007 | domingo, julho 15, 2007


A igreja católica de Los Angeles, nos Estados Unidos, chegou a um acordo financeiro estimado em 660 milhões de dólares (cerca de 478 milhões de euros) com mais de 500 pessoas que alegam ter sido sexualmente abusadas por padres.

... graças a "Deus" que, após realizado o pagamento e uma confissãozita, todos ficam de novo santificados.


ÙLTIMA HORA:

Ratzinger fez cartilha secreta para "ocultar crimes sexuais"
.


Sem dúvida um "santo homem"... e mais um candidato á respectiva canonização.
domingo, julho 15, 2007 | 35 comentários | Read More

Ganda noia...

Written By Al Berto on quinta-feira, julho 12, 2007 | quinta-feira, julho 12, 2007

Atreva-se a clicar na imagem...

E saiba mais sobre um "verdadeiro licenciado"!
quinta-feira, julho 12, 2007 | 14 comentários | Read More

Louvar a Deus... com a mão na carteira.

Written By Al Berto on terça-feira, julho 10, 2007 | terça-feira, julho 10, 2007

È sabido do interesse de corporações na defesa dos seus interesses particulares, muitas das vezes á custa do bem-estar da generalidade dos cidadãos.

É sabido também que um método bem objectivo, e prático, de manter as crianças e adolescentes longe de vícios que lhes podem acarretar a destruição da própria vida é... mantê-los nas escolas.
Desta forma, para além de estar salvaguardada a sua segurança, estão também a aumentar as suas possibilidades de poderem usufruir duma vida melhor para o seu futuro como cidadãos.

Ganham os próprios, os pais... e o país.

Ora há quem não veja bem assim esta nova realidade e ache que o estado não se deve preocupar com os seus jovens cidadãos, antes os deve deixar ao "cuidado de Deus", que é como quem diz, ao cuidado dos seus intermediários que isto de interagir com Deus directamente está cada vez mais difícil.

Ora os que agora se queixam da actividade legislativa dum governo democraticamente eleito são os mesmos que, durante décadas, viveram á "sombra" duma ditadura hipócrita, mesquinha, retrógrada, estúpida e sanguinária... sem terem nada a opôr, bem pelo contrário.

Falam com despudor de liberdade de imprensa, como se algum dia soubessem o que isso quer dizer ou lhes assistisse alguma autoridade moral para dela falarem.

Dessa ou de qualquer outra liberdade... como a religiosa por exemplo, sim que essa também é uma liberdade fundamental do cidadão e, no entanto, por esses sempre foi combatida.

Francamente, não fica bem fazer a pessoa mais estúpida do que ela já é.

... ou não será assim?


Magro, sombrio, encurvado
sob o açoite do Pecado,
com que o persegue Satã,
o pobre gebo parece
o monstro de Lockness
ou um monge de Zurbarán.

Nasceu de paixão secreta
entre casada e roupeta,
junto a Santa Comba Dão.
Graça ao duplamente padre,
dele fez a Santa Madre
guarda-livros da nação.

Profunda, negra, maldita,
mágoa oculta nele habita,
que impede que o monstro ria.
Ah, ninguém sabe a razão
por que no seu coração
jamais floriu a alegria.

Solitário pecador,
nunca deu fruto, e o amor,
força que a todos impele
– como abelha laboriosa,
que evita a flor venenosa –
sempre voou longe dele.

Ainda seminarista,
logrou ele uma conquista.
Grave descoberta fez,
porém, ela, que, coitada,
fugiu dele, horrorizada,
condenando-o à frigidez.

Diz uma beata que santo
se tornou de rezar tanto.
E, com pesar, assevera
que ele, no púbis moreno,
em vez de um órgão obsceno,
tem uma vela de cera.

Talvez por isso maldita
mágoa oculta nele habita,
que impede que o monstro ria.
Esta é talvez a razão
por que no seu coração
jamais noivou a alegria.

Quando o Ferro acha preciso
trazer-lhe ao rosto um sorriso
de propaganda ou de arte,
manda vir o Cerejeira,
que lhe faz, com mão brejeira,
cócegas em certa parte.

Para alegrá-lo, Deus quis
fazer dele seu aprendiz.
Deu-lhe a vara de condão,
que já servira a Moisés.
E logo surgiram três
campos de concentração.

Antes dele, nada existia
na terra da gente ímpia,
de Afonso Costa e Pombal.
Num instante, ali, à toa,
fez logo surgir Lisboa
mais Peniche e o Tarrafal.

Novos golpes de varinha,
inspirados por Sardinha,
com bênção do Cerejeira
– e apareceram estradas,
portos, igrejas, privadas,
Sintra, o Tejo, a Panasqueira…

Nascera, enfim, Portugal.
Não o de Costa e Pombal
– que esse era de Satanás,
obra da Maçonaria –
mas o da Virgem Maria,
de D. Miguel e Maurras.

Mas inda e sempre, maldita,
mágoa oculta nele habita,
que impede que o monstro ria.
Ah, ninguém sabe a razão
por que no seu coração
jamais cantou a alegria.

Para salvar as finanças,
centuplica as vis cobranças.
Hitler, o "Füher", o inspira.
E governa com tal mão,
que hoje a Santa Comba Dão
chamam Santa Comba Tira.

Só faltava uma demão
para salvar a nação,
dantes livre, embora suja.
O Salvador cria os grémios.
E hoje o povo grita: "Algeme-os!
São um Pinhal de Azambuja!"

Os fantoches da Legião
e os mastins da Informação
ladram: "Salazar! Salazar! Salazar!"
E o eco, ao longe, repete,
qual desgrenhada Machbeth:
"… azar! … azar! … azar!"

O povo, que se consome,
vendo morrer-lhe de fome
os filhos, diz, num gemido
baixinho, como um queixume,
que o seu drama nos resume:
"Bandido! Bandido! Bandido!"

E os mortos do Tarrafal,
de Badajoz, do Funchal…
como espectros de Ugolino,
vêm ter, à noite, com ele,
e, como, a Caim, Abel,
acusam-no: "Assassino! Assassino! Assassino!"

Talvez por isso, maldita,
mágoa oculta nele habita
que impede que o monstro ria.
Esta é talvez a razão
por que no seu coração
jamais floresce a alegria!

Roberto das Neves, "Assim Cantava um Cidadão do Mundo"

(poemas que levaram o autor treze vezes aos cárceres do Santo Ofício de Salazar)



Update:
... e não é que eles entraram numa espiral de estupidez colectiva?
Como dizia o "outro", "presunção e água 'benta' cada um toma a que quer".

Imaginar que, para não falar do Islão, só a China e a India, em conjunto, possuem mais de 36% da população mundial e não tiveram a sorte de ver a "verdadeira" igreja por perto dá que pensar.
Olha se ainda estivessemos no tempo das cruzadas!!!
terça-feira, julho 10, 2007 | 19 comentários | Read More

Dúvida metódica.

Written By Al Berto on domingo, julho 08, 2007 | domingo, julho 08, 2007

Meus caros amigos, por vezes a dúvida atormenta-nos o espírito e, desesperados perante a incerteza, só nos resta pedir conselho aqueles mais chegados para que todas as dúvidas se dissipem.

Vem isto a propósito da minha intenção em comprar uma casita, para férias, e estou inclinado para o Algarve mas debato-me com a dúvida que é a de saber se isso será um bom investimento e, portanto, se valerá a pena solicitar o respectivo empréstimo bancário.

Como os amigos são para as ocasiões, e pedindo desde já mil desculpas pelo incómodo, gostaria de saber a vossa franca e muito valiosa opinião de qual será a melhor atitude a tomar.


Para que melhor possam opinar fica aqui a casa em questão e o respectivo valor:

Preço de venda: 2,72 milhões de euros
(qualquer coisa como 7,048,152.00 de reais)
Mais informações aqui.

Grato, desde já, pela vossa amável e muito prestável ajuda.


Em tempo:

Nos últimos dias pode ser visto no noticiário um corte racial no acesso á universidade no Brasil.
Dois irmãos "completamente" gêmeos entraram com o processo para conseguirem as cotas referentes a afro-descendência.

Leram bem, cotas racistas para o acesso universitário.

Um deles foi considerado um legítimo “sangue-puro” afro-descendente e o outro um legítimo “sangue-puro” euro-descendente.
O curioso é que um é a imagem do outro... cortes de cabelos semelhantes, cor da peles morena e traços europeus.
A sua sorte, e azar, ter-se-á ficado a dever á diferença de luminosidade na fotografia.
Como pode?

... de facto com leis desta natureza a "coisa" fica difícil.
domingo, julho 08, 2007 | 9 comentários | Read More

António Costa - Competência e Seriedade.

Written By Al Berto on quinta-feira, julho 05, 2007 | quinta-feira, julho 05, 2007


O candidato à Câmara de Lisboa António Costa deverá ser o presidente eleito das intercalares do próximo dia 15 de Julho, embora sem maioria, de acordo com uma sondagem Expresso/SIC/Rádio Renascença.
Inquiridos entre 18 e 20 de Junho, 33% dos cidadãos lisboetas pensa atribuir o seu voto de confiança ao ex-ministro da Administração Interna e número dois do Governo de José Sócrates.


Vários pontos percentuais abaixo aparece o candidato dos sociais-democratas, Fernando Negrão, com 18% dos votos.
Logo a seguir surge o presidente cessante do município lisboeta, Carmona Rodrigues, que com 17,3% conquista o segundo lugar.

A "independente" Helena Roseta (que já esteve á direita do PPD/PSD, depois ficou independente, depois filiou-se no PS, depois ficou "independente" e que agora ninguém percebe muito bem ao que anda), reúne a confiança de 11,3% dos lisboetas.
Mais abaixo está o cabeça de lista da CDU, Ruben de Carvalho, com 6,9%.
Largamente afastados estão José Sá Fernandes, do BE, com 5,2%, e Telmo Correia, concorrente do CDS-PP, que ocupa o último lugar com 4% dos votos.

Independentemente da escolha pessoal, 57,3 por cento dos eleitores alfacinhas apostam na vitória de António Costa, 10,1 por cento em Carmona e 6,1 por cento em Negrão.



António Costa, sem dúvida a opção credivel para recuperar o Município de Lisboa.
Um homem sério, competente e fiel ás suas convicções.
Um homem que dignifica a política.

... ao contrário deste.


quinta-feira, julho 05, 2007 | 16 comentários | Read More

A mania da perseguição.

Written By Al Berto on segunda-feira, julho 02, 2007 | segunda-feira, julho 02, 2007


Á falta de argumento político para contrariar os sucessos económicos da actividade governativa conduzida pelo Primeiro-Ministro José Sócrates, a "oposição" vem-se servindo dos mais variados temas da vida "mundana" para "acertar" contas com o actual governo.

Há medidas que poderão ser contestadas? Sem dúvida.
Não há governos perfeitos... infelizmente.

A intenção do governo é boa quando as pretende por em prática... sem dúvida.
Só por mero masoquismo se poderá pensar o contrário.

Algumas dessas medidas penalizam mais a alguns portugueses no imediato?
Sem dúvida, mas só assim se poderá criar um futuro melhor para todos.

Vem isto a propósito dum tema relacionado com uma comunicação interna que a coordenadora da Sub-região de Saúde de Castelo Branco emitiu no sentido de que as cartas dirigidas aquela morada e endereçadas directamente a funcionários e/ou ao cuidado dos mesmos sejam abertas na coordenação daquela Sub-Região de Saúde pelo destinatário.
Resumindo, caso a carta seja de assunto particular fica, obviamente, somente do conhecimento do destinatário, se for assunto relativo á instituição será de imediato encaminhada para os serviços respectivos.

Para melhor avaliação, apesar da notícia não estar muito bem explícita, poderão lê-la aqui.

Tal como a notícia descreve logo os partidos da oposição vieram dizer "Deus nos acuda" que estamos a ficar sem as nossas liberdades. etc... e... tal.

Francamente a estes já nem ligo, tão descredibilizados eles estão.

No meio do noticiário televisivo entretanto reparo na posição duma representante do sindicato da função pública que, também nessa linha de raciocínio, logo se vem solidarizar com os seus colegas da dita Sub-Região que, "meu Deus" estão a ser perseguidos, estão em causa as liberdades individuais, isto é um "crime"... etc... e.. tal.
Esquece esta sindicalista que a coordenadora da Sub-Região de Saúde também é, ela própria, funcionária pública.

Apresenta uma argumentação desproporcionada e típica de pessoa a quem foi feita uma "lavagem ao cérebro" por parte do Partido Comunista Português.

A falta de bom senso é desastrosa.
Já nem param para pensar... nem procuram informar-se em pormenor do que está em causa.

Ora o que está em causa é, como a notícia refere, a confusão criada por este sistema em que "havia correspondência oficial para a sub-região que não dava entrada nos serviços porque era dirigida a funcionários. Depois, a instituição não dava seguimento aos documentos" e arcava com as culpas.

É minha opinião de que o que aquela circular deveria dizer era, muito simplesmente, que a partir daquela data, não seria mais admitida correspondência particular na instituição e "ponto final".

É minha opinião também de que partidos, sindicatos e pessoas responsáveis deveriam concordar com esta determinação.
Não consigo imaginar a situação de estar a receber cartas particulares e a mim dirigidas no meu local de trabalho sem ser, simultaneamente, o "patrão do negócio".

Por outras palavras, o farmacêutico diz aos amigos para mandar as cartas para a farmácia onde trabalha, o escriturário do advogado diz para mandar para o escritório do advogado, o funcionário da companhia aérea diz para mandar a correspondência para a companhia aérea.

Isto é um absurdo total. Esta gente perdeu o sentido da responsabilidade, a noção da sua própria auto-avaliação, para não falar na noção de decência.

Correspondência particular, salvo situação excepcional, é para ser encaminhada para a residência respectiva... e "ponto final".

segunda-feira, julho 02, 2007 | 19 comentários | Read More

O crime... nem sempre compensa.

Written By Al Berto on domingo, julho 01, 2007 | domingo, julho 01, 2007



Artur Virgílio Alves dos Reis (nasceu em Lisboa em 3 de Setembro de 1898 - faleceu em Julho de 1955) foi certamente o maior burlão da história portuguesa e possivelmente um dos maiores do Mundo.
Foi o cabecilha da maior falsificação de notas de banco da História.
As notas, essas, eram de 500 escudos, efígie Vasco da Gama, corria o ano de 1925.

Filho de uma família modesta - o pai era cangalheiro, tinha problemas financeiros e acabou por ser declarado insolvente - Alves dos Reis quis estudar engenharia. Efectivamente, começou o primeiro ano do curso, mas abandonou-o para casar com Maria Luísa Jacobetti de Azevedo, no mesmo ano em que a casa comercial do pai faliu.

Em 1916, emigrou para Angola, para tentar fazer fortuna e assim escapar às humilhações que lhe eram impostas pela abastada família de Luísa, devido à diferença de condição social.
Começa como funcionário público nas obras públicas de esgotos.

Em Angola, fez-se passar por engenheiro, depois de ter falsificado diplomas de Oxford, aliás de uma escola politécnica de engenharia que nem sequer existia: a Polytechnic School of Engineering.

De acordo com esse diploma falsificado, teria estudos de ciência da engenharia, geologia, geometria, física, metalurgia, matemática pura, paleografia, engenharia eléctrica e mecânica, mecânica e física aplicadas, engenharia civil geral, engenharia civil e mecânica, engenharia geral, design mecânico e civil.
Ou seja, quase tudo...

Com um cheque sem cobertura, comprou a maioria das acções da companhia dos Caminhos de Ferro Transafricanos de Angola, em Moçâmedes. Tornou-se rico e ganhou prestígio.

De volta a Lisboa, em 1922, compra uma empresa de revenda de automóveis americanos. Depois tenta apoderar-se da Companhia Ambaca.
Para o conseguir, passou cheques sem cobertura e usou depois o dinheiro da própria Ambaca para cobrir os cheques sobre a sua conta pessoal.

No total, apropriou-se ilegitimamente de 100 mil dólares americanos.
Com esse dinheiro comprou também a Companhia Mineira do Sul de Angola.
No entanto, antes de controlar toda a Ambaca, foi descoberto e preso no Porto, em Julho de 1924, por desfalque.
Foi acusado também de tráfico de armas.

Foi durante o tempo da prisão — só esteve preso 54 dias e foi libertado em 27 de Agosto de 1924 por pormenores processuais — que concebeu o seu plano mais ousado.

A sua ideia era falsificar um contrato em nome do Banco de Portugal – o banco central emissor de moeda, e que na altura era uma instituição parcialmente privada – que lhe permitiria obter notas ilegítimas mas impressas numa empresa legítima e com a mesma qualidade das verdadeiras.

Em 1924, Alves dos Reis contactou vários cúmplices e outros colaboradores de boa-fé para pôr os seu plano em marcha.
Entre os seus cúmplices e colaboradores encontrava-se o financeiro holandês Karel Marang van Ijsselveere; Adolph Hennies, um espião alemão; Adriano Silva; Moura Coutinho; Manuel Roquette e especialmente José Bandeira.

Um pormenor importante era que José Bandeira era irmão de António Bandeira, o embaixador português na Haia.

Alves dos Reis preparou um contrato fictício e conseguiu que este contrato fosse reconhecido notarialmente.
Através de José Bandeira, obteve também a assinatura do embaixador António Bandeira.
Conseguiu ainda que o seu contrato fosse validado pelos consulados da Inglaterra, da Alemanha e França.
Traduziu o contrato em francês e falsificou assinaturas da administração do Banco de Portugal.

Através de Karel Marang, dirigiu-se a uma empresa de papel-moeda holandesa, mas esta remeteu-os para a empresa britânica Waterlow and Sons Limited de Londres, que era efectivamente a casa impressora do Banco de Portugal.

Em 4 de Dezembro de 1924, Marang explicou a Sir William Waterlow, que por razões politicas, todos os contactos ligados à impressão das novas notas deveriam ser feitos com a maior das discrições.
O alegado objectivo das notas era conceder um grande empréstimo para o desenvolvimento de Angola.
Cartas do Banco de Portugal para a Waterlow and Sons Limited foram também falsificadas por Alves dos Reis.
William Waterlow escreveu uma carta confidencial ao governador do Banco de Portugal, Inocêncio Camacho Rodrigues em que referia os contactos com Marang.
Mas, aparentemente, a carta extraviou-se.

No caderno de encargos de impressão das notas, estipulava-se que estas viriam a ter posteriormente a sobrecarga Angola dado que, como se disse acima, alegadamente se destinariam a circular aí.
Por essa razão, as notas tinham números de série de notas já em circulação em Portugal.

Waterlow and Sons Limited imprimiu assim 200 mil notas de valor nominal 500 escudos (no total quase 1% do PIB português de então), efígie Vasco da Gama chapa 2, com a data de 17 de Novembro de 1922.

O número total de notas falsas de 500 escudos era quase tão elevado como o de notas legítimas.

A primeira entrega teve lugar em Fevereiro de 1925, curiosamente cerca de um ano depois das notas verdadeiras de 500 escudos, efígie Vasco da Gama, terem começado a circular.
As notas passavam de Inglaterra a Portugal, com a ajuda dos seus cúmplice, José Bandeira, que utilizava as vantagens diplomáticas de seu irmão, Karel Marang e ligações ao cônsul da Libéria em Londres.

Alves dos Reis, embora o mentor da fraude e o falsificador de todos os documentos ficava só com 25% das notas.

Ainda assim, com esse dinheiro fundou o Banco de Angola e Metrópole em Junho de 1925. Para obter o alvará de abertura deste banco, recorreu também a diversas outras falsificações.

Investiu na bolsa de valores e no mercado de câmbios.
Comprou também o Palácio do Menino de Ouro (actualmente o edifício em Lisboa do British Council) ao milionário Luís Fernandes.
Adquiriu três quintas e uma frota de táxis.
Além disso terá gasto uma avultadíssima soma em jóias e roupas caras, para a sua mulher, e para a sua amante, Fie Carelsen, uma actriz holandesa.
Tentou também comprar o Diário de Notícias.

O objectivo de Alves dos Reis era afinal comprar acções, e conseguir controlar, o próprio Banco de Portugal, de forma a cobrir as falsificações e abafar qualquer investigação.

Durante o Verão de 1925, directamente, ou através do cônsul da Venezuela em Lisboa, Simon Plancez-Suarez, comprou 7000 acções do Banco de Portugal.
No final de Setembro já tinha 9000, e no final de Novembro 10000.
Seriam necessárias 45000 acções para controlar o banco central.

Ao longo de 1925, começaram a surgir rumores de notas falsas, mas os especialistas de contrafacção dos bancos não detectaram nenhuma nota que parecesse falsa.

A partir de 23 de Novembro de 1925, Alves dos Reis e os negócios pouco transparentes do Banco de Angola e Metrópole começam a atrair a curiosidade dos jornalista de O Século – o mais importante diário português de então.

O que os jornalistas tentavam perceber era como era possível que o Banco de Angola e Metrópole concedesse empréstimos a taxas de juro baixas, sem precisar de receber depósitos.
Inicialmente, pensou-se que se tratava de uma táctica alemã — para perturbar o país e obter vantagens junto da colónia angolana.

A burla é publicamente revelada em 5 de Dezembro de 1925 nas páginas de O Século. Alguns dias antes, um funcionário de um banco no Porto apercebeu-se que tinham em caixa duas notas aparentemente genuínas, mas com o mesmo número de série.

A informação foi passada ao Banco de Portugal.
São dadas instruções para que as agências bancárias ponham as notas em cofre por ordem de número, para controlar duplicações.
Muitas mais notas com números repetidos aparecem.

O património do Banco de Angola e Metrópole foi confiscado e obtidas provas junto da Waterlow and Sons Limited.
Alves dos Reis é preso a 6 de Dezembro, quando já se encontrava a bordo ao tentar fugir para Angola.
Tinha 28 anos no momento da prisão.


A maior parte dos seus associados são presos também. Karel Marang e Adolph Hennies escaparam e saíram de Portugal.

Alves dos Reis esteve preso 108 dias esperando por julgamento.

Durante esse tempo, falsificou outros documentos com os quais conseguiu convencer os juízes que a própria administração do Banco de Portugal estava implicada na fraude. Em consequência disso, o julgamento esteve suspenso cinco anos.

Foi finalmente julgado no Porto, em Maio de 1930, e condenado a 20 anos: 8 de prisão e 20 de degredo.
Durante o julgamento, alegou que o seu objectivo era simplesmente desenvolver Angola.
Na prisão, converteu-se ao protestantismo.

Foi libertado em Maio de 1945.
Foi-lhe oferecido um emprego de empregado bancário; recusou.
Morreu de ataque cardíaco em Julho de 1955, pobre.
José Bandeira teve idêntica condenação.
Morreu em 1957, sem fortuna. Hennies fugiu para Alemanha.
Reapareceu mais tarde, sob o seu nome verdadeiro, Hans Döring.
Morreu em 1957, sem fortuna.

Karel Marang foi preso e julgado na sua Holanda natal, mas sentenciado a 11 meses de cadeia.
Posteriormente, naturalizou-se francês e terminou os seus dias, muito rico, em Cannes.

O escudo, a moeda portuguesa, teve perturbações cambiais e perdeu muito da sua credibilidade.
As notas de 500 escudos começaram a ser retiradas de circulação a 7 de Dezembro de 1925.

A 6 de Dezembro, o Banco de Portugal ordenou a retirada de circulação de todas as notas de 500 escudos.
Inicialmente a troca das notas foi autorizada até 26 de Dezembro.
Durante estes 20 dias, saíram de circulação 115 000 notas legítimas ou não.

No entanto, em Abril de 1932, o Banco de Portugal determinou que fossem abonadas aos portadores de reconhecida boa fé as notas de 500 escudos (...), quer sejam autênticas, quer façam parte das que foram entregues por Waterlow & Sons a Marang e seus cúmplices. Isso implicou um enorme prejuízo para o banco central.

Na verdade, um pequeno grupo de notas – a que se veio a chamar notas camarão – foram recusadas para troca pelo Banco de Portugal.

O nome provinha de terem sido banhadas numa solução de ácido cítrico, com o objectivo de as livrar do cheiro de tinta fresca. O resultado foi uma ligeira descoloração, resultando numa cor semelhante ao daquele marisco.

De acordo com a lei portuguesa, as notas retiradas de circulação em 1925 puderam ser trocadas no Banco de Portugal até 1995.
Naturalmente que esta prescrição, não era relevante dado que o valor de colecção das notas (legítimas e falsas) a partir dos anos 50 passou a ser muito superior ao seu valor facial.

A fraude criou uma enorme crise de confiança na população em relação aos poderes públicos.

Embora os desenvolvimentos desse período sejam complexos, essa crise pode ter facilitado o golpe de Estado de 28 de Maio de 1926, que derrubou o presidente da República, Bernardino Machado, e deu origem à ditadura, e a partir de 1932, ao Estado Novo de Salazar.

O Banco de Portugal processou a Waterlow & Sons nos tribunais londrinos: um dos mais complexos casos da história judiciária britânica até então.

Sir William Waterlow foi demitido de presidente da casa impressora em Julho de 1927.
Em 1929, foi eleito presidente da câmara (mayor) de Londres, mas morreu de peritonite antes da decisão judicial.

O caso foi resolvido em 28 de Abril de 1932.
A Waterlow & Sons pagou uma indemnização ao Banco de Portugal e faliu.

Moral da história: Há filmes com muito menos argumento.


domingo, julho 01, 2007 | 15 comentários | Read More