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Ideias para Blogger

Foi você que pediu um Rolls ou o "exemplo" da estrela cadente.

Written By Al Berto on quarta-feira, junho 28, 2006 | quarta-feira, junho 28, 2006

Herman José há muito que, na produção televisiva, deixou de ser aquilo que o guindou ao reconhecimento popular como um dos melhores humoristas portugueses.
Enveredou por um produto que constantemente perde audiência e por comportamentos televisivos já gastos e desfasados no tempo.


Como se isso não bastasse em vez de, como figura pública, se tornar um exemplo de cidadania enveredou também por cometer ilícitos fiscais como o ocorrido com a sua principal sociedade, Hermanias Promoção de Espectáculos Lda. que sofreu um processo de penhora da Fazenda Nacional em 2001, para pagamento de uma dívida de 149 mil contos. A penhora foi levantada em 2004, três anos depois (???), após o pagamento da dívida em causa.

Existem agora pendentes dois processos de execução fiscal, um no valor de 459 mil euros e outro no valor de 288 mil, que totalizam uma dívida de 747.881 euros.
A este montante é preciso adicionar mais 269 mil euros de juros de mora (os processos foram instaurados em 1998), mais cerca de dois mil euros de custas.
Uma denúncia refere também que os montantes apurados com “esquemas”, como o utilizado na ‘mesa 500’ num dos seus bares, eram “trocados por dólares” que o humorista depositava numa conta de um banco em Miami, durante as suas “muitas visitas” aos Estados Unidos.
O nome do banco consta na documentação enviada para as Finanças.

Os processos de execução remontam a 1998, e foram contestados pelo executado.
Mais de um milhão de euros é quanto Herman terá que pagar caso se concretize a execução.

Não é lá muito recomendável que uma figura pública que deveria ser um exemplo de cidadania pela exposição de que é alvo e, sobretudo, porque ganha a vida através do contribuinte anónimo espectador, seja manchete de jornais pelas piores razões.

Nenhum português, particularmente figuras reconhecidamente públicas, que produzam casos de natureza socialmente reprovável não dignificam o país...bem pelo contrário.

A serem comprovados estes processos podemos dizer por outras palavras que, entre outras coisas, o Rolls Royce, o iate ou o relógio Rolex de que ele muito fala e pavoneia por aí foram, ou estão a ser, pagos por todos nós.

Riqueza sim...mas com sobriedade e, sobretudo, com elegância, ética e lisura de processos.

12 comentários:

Nelson Peralta disse...

Agora sim, um blog amigo do FireFox.
Eu matava primeiro a raposa antes de conseguir meter as coisas bem.

Como o Rolls é em parte nosso teremos direito as umas voltinhas para nos impressionarmos uns aos outros?

Kafé Roceiro disse...

É amigo,
Nada contra os ricos, pois pode ter conseguido fortuna honestamente. O problemas são aqueles que se aproveitam dos outros, prejudicando-os para conseguir suas fanfarrices.
abraços.

Maréchal Ney disse...

Most:

É notória a decadência das audiências do Sr.H.José.

Lembram-se das cantatas que este senhor fazia com o seu parceiro Sr.Feliz sendo ele, presumo, o Sr. Contente.
Acabavam sempre com um refrão dizendo, mais ou menos isto:
"Assim vai este país!!!"

E, lembram-se ainda da proximidade deste senhor com o poder político?

Os políticos, deverão ter muito mais cuidado com as companhias.
Existe um velho ditado português, sempre actual:
"Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és."

Entretanto, logo lá estaremos, não é, Mostardinha?


Maréchal Ney

veritas disse...

Olá José Alberto!

De facto o Herman José tem vindo a decair ...que saudades do humor inicial explosivo de "O Tal Canal", a encarnação da Marilú e do Serafim Saudade, o que aconteceu? perdeu qualidade, enveredou pela cópia dos talk-shows americanos, um modelo gasto, convidados sensacionalistas, mas que não primam pela qualidade, está-se sempre à espera que traga ao programa a Sra Pomba Gira e que termine a bailar com ela semi-nú...perdeu a autenticidade, aquilo que primorosamente o distinguia...e ainda me lembro do duo com o Nicolau Breyner, era eu pequenita e ficava a vê-los na televisão a preto e branco, às vezes com chuvinha, porque o sinal era fraco...O Sr. Feliz e o Sr. Contente...

Abraço.

José Alberto Mostardinha disse...

Viva Nelson:

É isso, ainda tem um ou outro pequeno desalinho em termos de posicionamento no ecrân mas já está completamente legível.

Um abraço,

P.S.:
Quando quiseres trocamos os links.

CAntonio disse...

Caro José Alberto,


Esse "caso" que envolve Herman José, perto do que fazem aqui em Terras de Santa Cruz, fariam com que o Vaticano o Beatificasse "em vida".

Cá não são humoristas...mas nos tornam cada vez mais com cara de palhaços (que me desculpem os honrados membros dessa brilhante categoria).

Carater.... A falta dele torna uma piada um desastre!!

José Alberto Mostardinha disse...

Viva Kafé:

Olha Kafé, ao navegarmos na net e, sobretudo, nesta "coisa" de blogs, seja pelo que as pessoas escrevem seja como escrevem dá para perceber o tipo de pessoa com que estamos em contacto.
A mim já deu para perceber que você consegue ser simultaneamente uma pessoa serena e sensata e com um profundo sentido de justiça...e isso é muito bom.
São pessoas dessas que tornam as sociedades melhores contribuindo para o prestígio do seu próprio país.

Um abraço amigo,

José Alberto Mostardinha disse...

Viva Marechal:

Pois é, também o nosso "amigo" Herman tem a memória curta e procede agora como os que ele criticava há uns anos.

É a troca dos valores pela vaidade fútil.

Um abraço,

José Alberto Mostardinha disse...

Ói Veritas:

Isto acontece quando as pessoas não só perdem o respeito por si próprias como o perdem pelos outros.

Também o facto do seu nome ter sido falado no processo Casa Pia, ainda a 3 de junho uma alegada vítima voltou a acusar o humorista e apontou-lhe novas e mais graves situações, e de mais recentemente um seu colaborador ter posto a "boca no trombone", não é nada abonatório bem pelo contrário.

Para mim, em termos de "qualidade" do que ele agora apresenta resumo nisto:
a vontade com que via um seu programa na altura é a mesma com que agora mudo de canal para não vêr.

Um abraço,

José Alberto Mostardinha disse...

Viva CAntonio:

"Carácter.... A falta dele torna uma piada um desastre!! "

Definição exemplar para a situação que se pretende descrever no artigo. Não conseguiria melhor.

Nenhum artista pode ter graça se o espectador tiver no consciente e/ou subconsciente actos socialmente reprováveis praticados por essa pessoa.

Um abraço,

Anónimo disse...

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