
Os portugueses estão numa verdadeira encruzilhada.
Ou têm a paciência necessária para aguentar as reformas em curso e a capacidade para darem a "volta por cima" ou não deixarão de ver o seu futuro adiado.
Todos sabemos que desde o desvario "gonçalvista" de 1975, que destruiu por completo o aparelho produtivo nacional e distribuiu benesses artificiais pelos sindicatos mais corporativistas e ligados ao partido comunista, Portugal tem vindo a tentar reerguer-se.
Muito já foi feito.
É por isso com incredulidade que se podem ler as afirmações do secretário-geral do partido comunista português.
Como é possível alguém com o ideário político que se lhe conhece falar de melhoria dos pressupostos económico-financeiros quando é esse mesmo ideário que está, exactamente, na base de toda a pouca produtividade onde ela é conhecida ou seja, nas empresas, normalmente públicas, e instituições, normalmente públicas, onde os sindicatos comunistas dominam?
Seria, felizmente, fastidioso enumerar todas as empresas onde a produtividade é a palavra de ordem, e que convido a visitar, como a YDREAMS, CRITICAL SOFTWARE, NFIVE, CHIPIDEA, MARTIFER... etc., etc., etc.
Nestas empresas o partido comunista tem 0% de apoio e não se dá pela existência e/ou necessidade de sindicatos.
Todos os seus colaboradores se sentem empenhados no sucesso da empresa.
A pergunta que se põe é: Porquê?
Poderíamos agora enumerar aquelas em que a produtividade é sofrível, ou má, e rapidamente veríamos que são exactamente aquelas com sindicatos próximos do partido comunista e onde criaram um maior corporativismo.
Sintomático.
É aí que eles se aproveitam das dificuldades financeiras das empresas ou instituições para, demagogicamente, iludirem os trabalhadores com quimeras impossíveis e que só a riqueza produzida pode permitir.
A convergência com os países mais ricos da Europa somente será possível quando todos pensarmos em melhorar como pessoas, como trabalhadores, enfim, quando todos juntos formos capazes de gerar a riqueza necessária para que isso seja alcançado.
É necessário trabalhar mais... e melhor... e pensar menos em férias no Brasil, em Cuba, no México, etc., etc., e em outros luxos para os quais não criámos primeiramente a riqueza necessária.
Não é mais possível viver a crédito... ou através dos cartões de crédito.
Alguns dos homens e mulheres que fazem "mexer" o país podem ser lidos aqui... ou porque Pinto da Costa bem poderia ser um mero motorista de Joe Berardo ou Luís Filipe Vieira.