O Papa confirmou que a “sua” igreja não está virada para “modernices”, manias ou modas de início de milénio.
Reafirma que os católicos divorciados que voltem a casar-se estão proibidos de comungar, a não ser que se comprometam a viver com o novo cônjuge como amigo, irmão ou irmã.
Bento XVI classifica mesmo como uma verdadeira praga o segundo casamento de pessoas divorciadas.
Esta posição ridícula só pode vir de quem não ama.
Rotular tantas e tantas uniões felizes como uma praga é...
Já quanto aos padres, o texto não é menos directo:
O celibato sacerdotal, vivido com maturidade, alegria e dedicação, é uma bênção enorme para a Igreja e para a própria sociedade.
Entretanto muitos deles vão-se entregando, sonegadamente, á prática da pedofilia.
Bento XVI envia ainda um recado aos políticos e aos legisladores católicos para que se abstenham de votar leis favoráveis ao aborto, eutanásia e uniões homossexuais.
Coincide também com uma altura em que vários países europeus discutem e hipótese de providenciar uma morte digna a pessoas com doenças terminais.
Para quem tinha dúvidas de que, com este papa, esta é uma igreja a caminho da completa cristalização em torno de ideias que cada vez mais se afastam do pensamento genérico das populações... deixou de as ter.
De facto só lhe resta passar a bengala a outro.