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Carlo Collodi, o homem que criou Pinóquio

Written By Al Berto on sábado, maio 26, 2007 | sábado, maio 26, 2007


Quem não se lembra de já ter lido uma revista ou visto um qualquer filme do Pinóquio?

Poucos no entanto saberão quem foi o criador dessa maravilhosa criatura que tem encantado, ao longo das décadas, milhões de crianças em todo o mundo.

Pois para quem não saiba o seu criador foi o italiano Carlo Collodi, que não era o seu verdadeiro nome, antes um pseudónimo usado por Carlo Lorenzini.
Mas foi por Carlo Collodi que ficou mundialmente conhecido.

Nasceu em Florença em 24/11/1826 e faleceu em 26/10/1890.
Foi jornalista, escritor e combatente voluntário na Guerra de Independência de Itália, entre 1848 e 1860.

Publicou as obras "Gli amici di casa" e "Un romanzo in vapore. Da Firenze a Livorno. Guida storico-umoristica", por volta de 1856.
O seu primeiro livro infantil foi publicado em 1876 e intitulou-se "Raconti delle fate".
Em 1877 escreveu "Giannettino" e no ano seguinte " Minuzzolo".
Em 1881, inicia a publicação de um periódico virado para o público infantil, o "Giornale per i bambini".

Foi nesse peródico que originalmente foi publicada, em curtos capítulos, a "Storia di un burattino" (História de um Boneco), o primeiro título do que veio a ser o livro mundialmente conhecido por "Aventuras de Pinóquio", a sua obra-prima.
Em 1887, publica ainda "Storie allegre".

- Criou em 1848 o jornal chamado "Il Lampione", que, como ele dizia, devia "iluminar todos aqueles que vagueavam nas trevas"; - Participou na Guerra da Independência integrado nos voluntários toscanos, em 1848, e a sua, também voluntária, integração no exército piemontês em 1859; - Foi discípulo de Giuseppe Mazzini que muito admirava.

Os princípios expressos na trilogia que o norteava Liberdade - Igualdade - Fraternidade estão expressos nas "Aventuras de Pinóquio":

- a Liberdade, porque Pinóquio é um ser livre e que ama a Liberdade;
- a Igualdade, porque a única aspiração de Pinóquio é ser igual aos outros e porque nenhuma personagem é superior às demais, nem em importância, nem em nível social;
- a Fraternidade, porque este é o sentimento principal que faz agir as personagens nas diferentes situações.

Um homem... de valor acrescentado.

... e tudo isto porque, ao fazer umas arrumações, encontrei um exemplar do meu tempo de miúdo.

18 comentários:

Ricardo Rayol disse...

Mostardinha, é muito maneiro quando nos deparamos com essas coisas e lembramos a nossa infancia. Quanto ao seu comentario essa sujeita é uma ex-puta que tinha um blog. Desse blog saiu um manual profissionalizante. O nome verdadeiro era Bruna Surfistinha eu só fiz uma singela adaptação

Moinante disse...

Um bom apontamento histórico , que registo . Sinceramente desconhecia .

Votos de um bom fim de semana .

" Toma um pedaço de mim … "

veritas disse...

Por acaso eu já sabia. Aqui há dois anos fui fazer um circuito que passou por Roma, Veneza, Florença, Verona e Milão. Nos momentos de comprar as lembranças não imagina o que se pode descobrir nas pequenas lojinhas ( comércio tradicional). Há bastante informação sobre o Pinóquio. É preciso é saber escolher. Mas como sou muito curiosa descobri a história do criador do Pinóquio.

Bjs. Bom fim-de-semana.

Margri disse...

Também não conhecia a história do criador do Pinóquio, mas acho que os autores de Banda Desenhada ou de outras histórias têm grande influência e responsabilidade, relativamente aos valores que fazem passar através das suas personagens (sobretudo quando o seu público são os mais pequenos).
Neste caso, os valores são a liberdade, igualdade e fraternidade, mas outros há em que são a violência, o egoísmo, etc.
Aos pais o cuidado de observar o que põem nas mãos e cérebros dos filhos.
E informações como esta ajudam, claro.

Um abraço e bfs.

José Alberto Mostardinha disse...

Olá Margri:

Muito bem... você tocou no "ponto".
É, de facto, essa mensagem que está subjacente ao artigo.
Na hora de dar a lêr alguma coisa ás crianças há que saber quem está "por detrás" do livro.
Aí ele fará o seu caminho na formação da sua personalidade.
O imaginário da criança tudo capta... até ás más leituras.

Bjs,

mixtu disse...

uma das minhas referências de juventude...
abrazo

Pata Irada disse...

Não sabia Mostardinha!
Muito legal. Continue fazendo arrumações por aí. hehehe
Sabe-se lá o que não tem por aí nesse baú.
Acho só que faltou colocar a figura dele.
Adoro estórias infantis. Sou meio Peter Pan.

Um feliz domigo e um beijo.

Kalinka disse...

Olá Mostardinha

Não conhecia esta história, adquiri mais um conhecimento através de TI.

Celebrei os dons da terra e misturei-me com os sons do mundo sem coisa alguma...fui durante 4 dias de mini-férias para o Alentejo profundo.
Comecei por Estremoz e fui em seguida para Évora e daí em diante.

Pelo kalinka poderás ler sobre o meu «Même»:
"Para ser grande, sê inteiro:
nada Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim, em cada lago a LUA toda
Brilha, porque alta vive.
"Ricardo Reis"

Beijinhos.
Bom domingo.

MARIA VALADAS disse...

Aqui estou eu de volta para me deliciar com toda a sabedoria que leio neste Blog!

Sinceramente, já tinha ouvido uma referência ao criador do Pinóquio...mas foi muito nor ar.

Agora sim... muito obrigada pela gentileza em partilhar comnosco todo o seu conhecimento!

Desejo de um Bom Domingo

Abraço da

Maria

Arauto da Ria disse...

Caro JAM,
como sempre já aprendi mais qualquer coisa, por isso continuo com as minhas visitas semanais á tua casa.
Um abraço e boa semana.

Margri disse...

Ainda cá volto para agradecer a visita e dizer que deixei também uma resposta ao teu comentário lá no meu sítio.
Um abraço e boa semana.

guilherme roesler disse...

Mostardinha,

e eu que achava que no ano de 1848 so tinha apacido o manifesto comuista...

Vivendo e aprendendo.

Abraços, Guilherme

Stella disse...

Ótima lembrança a tua em citar o autor, sempre tão esquecido das histórias infantis.

mixtu disse...

vê se descobres algo do tintin...
abrazo

Yvonne disse...

Querido, não gosto da história do Pinóquio.Sempre fiquei assustada. Beijocas

Barão da Tróia II disse...

Pena que tanta, tanta, tanta gente ande esquecida desses princípios, bem lembrado caro amigo, boa semana.

Angela disse...

José-Alberto, em primeiro lugar queria dizer-te que gostei muito do comentário que deixaste no meu cantinho! :-) Sabes, quando comentei o teu último texto, hesitei. Hesitei porque a minha opinião era diferente da tua e já constatei que, em certos blogs, os autores têm dificuldade em aceitar opiniões divergentes. Fico feliz por saber que não és assim, e confesso que a tua atitude só veio reforçar o respeito que sinto por ti.

Quanto a este texto, não sabia quem era o autor do Pinóquio. A literatura infantil tenta sempre incutir valores. Liberdade, igualdade, fraternidade são valores importantes a ensinar para que todos saibemos viver em sociedade.
É por causa dos valores apresentados que certas obras se tornaram clássicos e são lidos de geração em geração. Tornaram-se simplesmente intemporais.
Será que os heróis actuais, com todos os seus super-poderes, com todas as lutas que travam, perdurarão no tempo?

Um grande beijinho.

Alexandre disse...

Aprendi quase tudo sobre o Pinóquio porque um dos meus miúdos foi fã do Pinóquio durante muitos anos!!! E então eu tinha que ver os mesmos filmes e os mesmos livros centenas de vezes! Mas não me arrependo!!

Um abraço!!!