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Depois dos professores incompetentes...

Written By Al Berto on quarta-feira, janeiro 03, 2007 | quarta-feira, janeiro 03, 2007

Depois dos professores incompetentes... sim, somente dos incompetentes, porque os competentes estão a favor das reformas, a Ordem dos Médicos critica a assiduidade controlada por sistemas automáticos que, no caso do Hospital Pedro Hispano é feita por leitura da impressão digital do dedo.

A maioria dos hospitais usava o livro de ponto ou impressos, não estando a cumprir uma lei que há já oito anos deveria ter sido implementada, conforme consta de recomendação dada, mas que os tais interesses corporativos e falta de coragem política impediu que se concretizasse.

Atente-se na explicação dada pelo bastonário da ordem... mas como se fossemos muito burrinhos:
- "O controlo do trabalho médico que é feito pelos directores directos e pelos directores de serviço é feito na base daquilo que se sabe ser um trabalho que depende de muitas circunstâncias."

Bom, adiante que nem vale a pena perder tempo com esta declaração.
O sistema em causa será aplicado aos profissionais com contrato de prestação de serviços.
O objectivo será o de avaliar o grau de satisfação do hospital com os serviços contratados.
Os clínicos em causa serão avaliados em questões como o empenho, a produtividade, as relações humanas no trabalho, a empatia e a pontualidade.

O que estes senhores nos querem dizer a todos é que quem lhes paga, todos nós entenda-se, não tem o direito de saber se cumprem ou não com a sua obrigação independentemente de razões específicas, mas acessórias, que poderão ser avaliadas á posteriori.

Num país em que as listas de espera, para os diferentes cuidados médicos, não param de crescer, não há duvida que este comportamento dos profissionais daquela unidade é uma boa ajuda para a compreensão desse "fenómeno".

Seguramente que a pressão ilegítima destes profissionais, através da chantagem que significa a sua resignação profissional ao seu dever, não irá ter sucesso em virtude de, finalmente, Portugal ter um Governo que governa não em função de interesses particulares de indole corporativa mas sim do progresso do país.

ai... essa "maldita" avaliação, num país em que parte dos seus profissionais se foi habituando ao laxismo, é uma verdadeira chatice.

21 comentários:

Augusto Marques disse...

Á grande Sócrates.

Ekilibrus disse...

..Vão ter que se habituar ao rigor...prestar contas do que fazem como, de resto se faz em todos os países em que o euro gasto na despesa pública é um euro dos nossos impostos...Se trabalham mais que as horas que recebem, como dizem, por certo, não se incomodarão de todos sabermos que o fazem.
Aplausos para o Ministro que vai implementar o que já há vários anos existe num dos melhores sistemas de saúde do mundo - o francês.

Anónimo disse...

Faço parte, ainda, desse sistema que acabas de descrever. Talvez por ser cumpridor de horários e de gostar do que faço, nada tenho a opôr à introdução dos sistemas de verificação de cumprimento de horários. Seja ele qual fôr. Mas como sou cirurgião, e já fiz esta pergunta a um administrador do meu Hospital, vou aos sábados, domingos e feriados, ver os doentes operados e os outros, logicamente, essas horas serão contabilizadas nas minhas 42 horas semanais?
Volto a repetir que não me oponho ao relógio de ponto!

José Alberto Mostardinha disse...

Viva Carlos:

Meu caro amigo... como diz o ditado... "Quem não deve não teme".
Se o que fizeres fôr considerado um serviço, e eu penso que o é, seguramente que será positiamente avaliado da mesma forma que quem não for um profissional sério, e há muitos em todas as classes, também o será... negativamente.

Como já foi confirmado publicamente o controle visa não os cumpridores mas sim os que, á custa do herário público, vão "governando a sua vidinha" estando-se a marimbar para o paciente que chega ao ponto de ser considerado uma maçada e não a sua razão de ser profissional.

Um forte abraço,

José Alberto Mostardinha disse...

... mas, por favor, não resumas tudo a uam questão de números.
O Dr. Fernando Vale, em cuja vida, que seria bom todos os médicos conhececem, apesar de ter herdado a sua fortuna empobreceu a exercer a medicina.
Um homem sério que será para sempre recordado.
Um homem que nunca vacilou no seu rumo de vida.
Que foi demitido por Salazar e percorreu no seu cavalo infinitos quilómetros, de aldeia em aldeia, e muitas das vezes sem sequer cobrar nada aos mais desfavorecidos, antes deixando-lhe dinheiro para comprar os medicamentos.
Que nunca virou costas à sua aldeia e às suas raízes contribuído decisivamente para o seu desenvolvimento.

No final dos anos 90, a Ordem dos Médicos criou o Prémio Dr. Fernando Valle.
Se ele cá estivesse e como era seu timbre dir-lhes-ia coisas que eles, seguramente, nunca desejariam ouvir.


Um abraço,

José Alberto Mostardinha disse...

... e por falar nisso, lembras-te daquele sujeito que, aí para os teus lados, andava a apanhar medronho e caiu da árvore enfiando um galho pela virilha acima.
Até serrote para madeira tiveste que usar.
O tipo teve uma sorte do caraças... foi mesmo ao lado :-)

Guilherme Roesler disse...

Mostarinha,

é impressionante o quanto de pessoas se opõem às evoluções que o mundo moderno oferece. Os reflexo, infelizmente, são imediatos.

Abraços.Guilherme

Anónimo disse...

Viva José Mostardinha
Ainda vamos ouvir os médicos a dizerem que não podem operar ou atender na surgências por se sentirem psicologicamente afectados com o controle, normal em qualquer parte do mundo, de assiduidade.
Não deve faltar muito.
E ainda agora acabámos de comemorar o novo ano. Novo em quê?!
um abraço

Susana Barbosa disse...

Francamente não dá para entender... estou com o Miguel: " Ano Novo em quê?"
Bem, mas já que cá chegámos todos, então haja saúde, e ... BOM ANO! Dentro do possível, que tenhamos paz e alegria para viver... de resto, já dizia a minha mãe, só não há remédio para a morte!
Um abraço

Arauto da Ria disse...

Caro JAM,
Estamos de acordo..!
O ZÈZINHO de vez em quando sai-se com algumas que me deixam satisfeito. O corporativismo que a ordem dos médicos cultiva è aberrante, impedem a formação de mais m´dicos, com a obrigatoriedade de notas para o acesso a este curso, que são para anormais e não deixam formar -se quem quer, para haver concorrência e vingarem os bons.
Agora até ao simples cumprimento de um horário se insurge, vamos continuar a pagar a alguns só para passarem por lá, haja pachorra..!
Um abraço.

Stella disse...

hoje em um canal de tv nacional vi uma reportagem sobre a excelência no tratamento hospitalar português
mas preguiça não tem fronteiras nem diploma

rouxinol de Bernardim disse...

De Vila do Conde para Aveiro aqui vai um abraço virtual, pleno de motivações: saúde, progresso, justiça social, alegria de viver.

Que este mar que nos une nos leve ao horizonte da verdade!

Anónimo disse...

Olá José Alberto:

Subscrevo o que diz, já lá dizia a minha avó " Menina, quem não deve não teme...". Mais uma vez tudo se prende com a questão dos valores...

Bjs.

SaltaPocinhas disse...

Não percebi a relação com os professores, mas adiante...
Eu sou a favor da avaliação e do controle.
O trabalho dos médicos e também dos professores é muito dificil de avaliar, pois tem muitas variantes.
Mas há duas alíneas que não deixam margem para dúvidas: pontualidade e assiduidade.
Vamos então ver quem cumpre!

Lâmina d'Água, Silêncio & Escriba disse...

Não li teu post, pois estou passando apenas para te deixar um abraço e agradecer tua palavras. Estou em tempo de ÓCIO... Sombra e água fresca, é a ordem desses meus dias e ao menos uma vez por semana, passarei para ler o que recebo e retirbiur as visitas. Aproveito também para te dar parabéns pela formatura de tua filha!!!

Muitas coisas boas para ti nesse e em todos os teus muitos anos que virão!!!

beijos,
Cris

david santos disse...

Olá!
Nem digo mais nada.
Estou de acordo contigo, e pronto!
Parabéns.

Anónimo disse...

Neste momento penso que não há colegas meus que exerçam privadamente quando DEVIAM estar no seu local de trabalho hospitalar. Mas se eu estiver enganado, não acredito que com o controlo, seja ele qual for, isso deixe de acontecer. Um Hospital é muito grande e como tal é dificil encontrar quem não quer ser encontrado, e as acitividades são tão vastas que muitos poderão ser da família do Esteves: 'esteve aqui, mas já não está', e depois na hora de saída lá está a marcar e são uns 'santinhos'. Não sei se me fiz entender. O fácil mesmo é controlar e fechar tudo o que não esteja em conformidade com as leis -clínicas, hospitais privados, consultórios, sabendo eu que a mior parte não tem o alvará opara estar aberto.
Eu como nunca exerci medicina privada, como calculas, não estou nada preocupado. Mas desde já te digo que me foi dito por um administrador: se vem cá fora de horas é um problema exclusivamente seu. Mais, um Interno de Cirurgia, ao meu lado escorregou numa enfermaria porque tinham acabado de lavar o chão, era Sábado e não estávamos de Serviço de Urgência, partiu um braço. Como tutor desse interno acionei o Seguro em Serviço. Zero - estava fora das horas de Serviço. Tudo, exames foi pago do seu bolso porque a ADSE não paga acidentes e ele não estava de Serviço. Assim como o tempo que esteve de atestado.
Como vês não há aqui um equilíbrio.
Cada vez há menos Drs. como o Dr. Fernando Vale, Ferreira da Costa e muitos outros que conheço. Está a geração a ser maquinada como máquina registadora.
Adorei que tivesses encontrado este site: http://www.geocities.com/colosseum/park/1636/Carranca.html - já me tinha esquecido dele e hoje fizeste-me recordar um tempo em que dava gosto fazer urgência porque o que aparecia era mesmo urgente. Agora...já me estendi demais, voltarei

Anónimo disse...

Mudança. Há sempre resistência há mudança.
Vim deixar um beijinho e desejar um excelente ano! :) *

Anónimo disse...

nem por acaso encontrei este artigo no Tempo Medicina de ontem.


É impossível trabalhar assim!
Artigo do Prof. José Manuel Silva*

Excluindo os cada vez mais raros dias de relativa acalmia, amiúde a procura da Urgência dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) ultrapassa amplamente a sua capacidade de resposta com eficiência. No espaço central da Urgência, que foi dimensionado para 17 macas, é frequente estar o dobro, o triplo, ou mais, de doentes!
Como especialista em Medicina Interna, estive de serviço à Urgência dos HUC no passado dia 26 de Dezembro, das 9 às 21 horas. Nesse dia, das zero às 24 horas, 604 doentes recorreram à Urgência (incluindo a maternidade)! Na Urgência do Bloco Central, durante o dia, foram admitidos quase 50 doentes por hora! Um verdadeiro mar de gente, que provocou atrasos inaceitáveis, logo para a realização da primeira triagem, e muitas horas de espera para os doentes menos urgentes.
Não é possível responder com atenção, humanidade, acuidade e qualidade a tantos doentes, com as mais variadas queixas, patologias e necessidades. O espaço físico não comporta esta quantidade e os recursos humanos e técnicos, sobretudo os primeiros, são claramente insuficientes nas horas de maior sufoco.
Em dias de maior enchente não há condições para observar os doentes, nem macas suficientes para os deitar! Interrogamos um doente e estão vários a escutar a conversa! Observamos outro doente e somos acompanhados pelo olhar atento de uns quantos! Queremos auscultar um coração mas o ruído de fundo parece o de uma discoteca! Necessitamos de medir a tensão arterial e temos de ir, em verdadeira gincana entre cadeiras e macas, buscar um aparelho que, muitas vezes, existe em número insuficiente! Palpamos abdómens com doentes sentados porque não há um local apropriado para os deitar! Queremos concentrar-nos nos problemas de um doente e está outro a clamar para que o despachemos! É necessária uma glicemia capilar mas, no meio da confusão, já ninguém sabe onde está a máquina! É importante administrar um medicamento ou colher sangue para análises, mas os enfermeiros estão todos sobreocupados! É preciso transportar um doente à ecografia, mas não há auxiliares disponíveis! Chega um doente grave e está outro a gritar por um urinol! Os telefones tocam por informações (por vezes, sobre o mesmo doente, são inúmeros telefonemas!) ao mesmo tempo que os doentes (os que falam) solicitam assistência! Tão depressa um doente está em risco de aspirar um vómito quanto é necessário acorrer a um doente desorientado à beira de se atirar da maca abaixo! Os frascos de soro de 100 cc esgotaram, pelo que é necessário desperdiçar mais tempo a preparar diluições com frascos de 500 cc! Etc., etc., etc...

Carta ao director clínico

Em Agosto de 2006 escrevi ao director clínico dos HUC uma carta, da qual transcrevo o seguinte excerto: «O dia 22 de Agosto foi um dia de enorme afluência de doentes à Urgência dos HUC, o que implicou um trabalho profundamente absorvente e desgastante. O mal desenhado espaço da Urgência (para o tipo de urgência hospitalar que ocorre em Portugal) mais parecia uma feira, com ruído, confusão, gritos, ordens, maus cheiros, falta de privacidade, calor, chamamentos, lamentos, doentes em terceira fila, stress, pessoal subdimensionado, etc. Os exageros da triagem de Manchester e os conselhos do ministro da Saúde para que os doentes recorram às urgências hospitalares vieram piorar o frágil desequilíbrio anterior. Como dizia um colega ortopedista, quando sentia a agitação no seu sector da Urgência como demasiada vinha apreciar a babilónia da sala de Medicina, o que lhe permitia regressar mais animado e reconfortado à Ortopedia».
É completamente impossível trabalhar com qualidade desta maneira. Para bem dos doentes, como profissionais de saúde tentamos cumprir a nossa obrigação o melhor que podemos e sabemos, mas, como um dos porta-vozes dos médicos, não posso deixar de denunciar que, ao sermos compelidos a trabalhar nestas condições, seguramente que não podemos evitar alguns erros que, de forma alguma, podem vir a ser imputados à responsabilidade médica.

Denunciar nas instâncias apropriadas

É no cumprimento do parecer do Conselho Nacional do Exercício Técnico de Medicina, da Ordem dos Médicos, sobre Recursos Humanos no Serviço de Urgência, que escrevo estas linhas. Efectivamente, segundo esse parecer, «os médicos devem denunciar, nas instâncias apropriadas, a falta de recursos técnicos e/ou humanos para o exercício da sua actividade com dignidade e segurança para os seus doentes, não poderão, no entanto, declinar responsabilidades do que ocorrer durante este exercício de actividade, em nome das ditas insuficiências. Porém, na Constituição da República, no ponto 2 do art.º 271.º, afirma-se: “É excluída a responsabilidade do funcionário ou agente que actue no cumprimento de ordens ou instruções emanadas de legítimo superior hierárquico e em matéria de serviço, se previamente delas tiver reclamado ou tiver exigido a sua transmissão ou confirmação por escrito”».
Infelizmente, os problemas que aponto à urgência dos HUC, apenas porque os vivo intensamente cada vez que estou de serviço, são extensíveis a muitos outros hospitais, senão a todos eles. Durante o mesmo período, 540 doentes recorreram ao Serviço de Urgência do Hospital de Aveiro, um hospital com muito menos recursos e que está a rebentar de problemas de gestão! No dia 1 de Janeiro a Urgência do Santa Maria foi um caos total, conforme vem referenciado na comunicação social. Não é possível continuar assim!

Declinar responsabilidades

Por tudo isto, em meu nome pessoal e em nome dos médicos, ao abrigo do art.º 271.º da Constituição, venho reclamar das condições em que somos obrigados a trabalhar e declinar quaisquer responsabilidades pelos erros que possam ser cometidos em situações de sobrecarga de doentes nos serviços de Urgência de qualquer instituição de saúde.
Quem fecha serviços de atendimento permanente nos centros de saúde sem alternativas efectivas, quem pretende encerrar serviços de Urgência sem uma reforma profunda do sistema de Saúde, quem desorganiza serviços de Urgência com a contratação de empresas de mão-de-obra médica desligada da respectiva instituição, quem não cuida de criar mecanismos de assistência aos idosos que dispensem o recurso sistemático à Urgência hospitalar, quem não investe a sério em verdadeiros cuidados paliativos, quem se preocupa mais com o orçamento do que com os doentes, quem não tem conhecimento suficiente para introduzir reformais racionais e não racionamento cego, quem não dimensiona os recursos técnicos e humanos de forma dinâmica em função das necessidades, quem não resolve os constrangimentos ao fluxo de doentes, quem concede populares tolerâncias de ponto sem cuidar de mecanismos de compensação e rotatividade (só para as greves é necessário assegurar serviços mínimos?), etc., etc., etc., quem governa deficientemente que assuma integralmente as suas responsabilidades!
Basta! Não é justo nem aceitável que os médicos possam ser responsabilizados pelas inevitáveis consequências negativas e desnecessários riscos e prejuízos para os doentes que decorrem dos cortes irracionais e dos erros e insuficiências de gestão e organização dos responsáveis governamentais e seus representantes, e da falta de condições adequadas para a prática de uma Medicina humanizada e eficiente.
É profundamente lamentável estar a perder-se mais uma oportunidade para uma verdadeira, global e coerente reforma do Serviço Nacional de Saúde.

*Presidente do Conselho Regional do Centro da Ordem dos Médicos

Subtítulos e destaques da responsabilidade da Redacção

TM ONLINE de 2007.01.03
0701ANT4F0107JMA01D

José Alberto Mostardinha disse...

Viva Carlos:

Meu bom amigo... acho bem que todas as mazelas sejam devidamente escalpelizadas... é sinal que as coisas estão a funcionar.

Mas observo uma situação que me não agrada.
É o facto de muito se criticar e pouco se sugerir.
E o país está necessitado é de quem dê soluções e não de quem enuncie problemas... o que é sempre mais fácil de fazer.

E dar soluções é também ter consciência das realidades, económicas e financeiras.
Cabe ao bom profissional organizar-se e ser mais produtivo e moderar a dificuldade através da sua própria competência.

Há dias fiz uma rotura de ligamentos ou lá o que é isso no tornozelo.
Fui ao SAP que me mandou para as urgências do Hospital de Aveiro na suspeita de uma fractura.

Só te quero dizer que estava com umas dores do caraças que mal conseguia pousar o pé no chão e ia vendo o pessoal médico, enfermeiro e auxiliar a andarem para trás e para a frente todos sorridentes a conversar uns com os outros. Os desgraçados que lá estavam como eu... continuavam á espera que alguém os atendesse.

Estava lá uma miúda com um catéter de soro no braço o soro já tinha acabado á meia-hora essas pessoas andavam lá para trás e para a frente e nada, ninguém ia ver o que se passava com a miúda.
Tive que "partir o verniz" e "disparar" numa fulana, que de doutora devia ter muito pouco, que via a passar, como as outras, para trás e para a frente e confrontá-la com a situação.

Sabes o que aconteceu. Encontrou alguém que lhe pôs vergonha na cara e a conclusão é que passados 2/3 minutos já estava um enfermeiro de volta da miúda.

Então havia pessoal para vêr a miúda ou não?
Donde surgiu a enfermeira só depois de eu ter "atirado o barro á parede"?

Todos percebem o que quero dizer... isto passa-se todos os dias.
Com saudáveis excepções são uma cambada de malandros e de irresponsáveis que por lá andam.
Tratam os doentes como se dum "açougue" se tratasse.
Não há moralidade.

É preciso mais responsabilidade e atenção, mais exigência na actividade ainda que também se façam exigências nas condições.

Um abraço,

José Alberto Mostardinha disse...

... e acrescento, aquilo passou-se sem ser meu familiar, o que me revoltou é que vi que a sofredora mãe era uma pessoa pacata e educada.
Só te digo que se fosse minha filha o pessoal daquela urgência, naquele dia, tinha sido notícia na televisão... e porventura mais alguma coisa.