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Ideias para Blogger

Dissecando "O Código Da Vinci".

Written By Al Berto on segunda-feira, outubro 30, 2006 | segunda-feira, outubro 30, 2006

Ao lêr o Código Da Vinci surgiu-me a ideia de fazer uma pesquisa sobre alguns dos assuntos polémicos que o mesmo levanta.

Centrei a atenção naquele que, provavelmente, poderá ser o assunto mais polémico e que tem a ver com a temática relativa á Opus Dei.
O que li deu para formar uma opinião muito pessoal sobre essa organização.
Para se entender melhor o que é exposto mais adiante convirá referir que, do ponto de vista orgânico, a Opus Dei conta com três tipos de membros: super-numerários, numerários e agregados.

Para não cair no erro de expressar opiniões que poderão resultar de análise incorreta, deixo aqui um artigo escrito por uma ex-numerária.
Para quem quiser saber mais sobre a organização poderá consultar aqui e aqui.
**********

Estou lendo no site da UOL - DIVERSÃO E ARTE do dia 16/05/2006, sob o título Leitura do "Código Da Vinci" muda crença religiosa, diz pesquisa - Por Paul Majendie

No extenso texto, dentre outras coisas, encontra-se a seguinte PÉROLA:
"Na pesquisa, os leitores foram questionados sobre se a Opus Dei já havia realizado assassinatos.
Entre os leitores do livro, 17 por cento afirmaram acreditar que sim, contra 4 por cento entre os não-leitores."

Gostaria de comentar tal resultado da pesquisa em apreço.

Nós, EX-TUDO QUANTO FOI DO O.D., e eu, na qualidade de ex-numerária, uma das poucas com CTPS assinada na A.F.E.S.U., que comprova até mesmo relações trabalhistas, posso afirmar que, nunca soube tivesse o O.D. assassinado alguém da forma descrita no Livro "Código Da Vinci".

No entanto, saindo de lá e vendo o resultado dos que tiveram a sorte desta santa libertação e daqueles que não tiveram ainda esta sorte e, dos que nunca terão tal "sorte", posso dizer que SIM, o O.D. ASSASSINA AS PESSOAS e da forma mais cruel e dolorosa que possa sonhar nossa vã filosofia.

Eles primeiro aniquilam toda a forma de raciocínio humano nos conduzindo a em espécie de "limbo" cerebral, depois, entompem nossos neurônios com fantasmas e demônios todos oriundos dos atos pecaminosos do nosso passado, que sempre é muito distante e contrário a Deus...

Em seguida, enfeitiçam nosso coração com falsas promessas de suposto amor que a obra e Deus nos devotará pelo resto da vida, caso nossa vida seja entregue "à santa obra divina". Feito isto, começam a nos envolver com tanto trabalho e tantas tarefas que não temos mais tempo sequer para respirar, quanto mais pensar.

Engessam a seguir, nossos legítimos sonhos, nossa bravura de luta juvenil, e esmagam nosso amor fraterno à famíilia de sangue e aos amigos de sempre. Concluído o processo, nos tornamos AUTÔMATOS PROGRAMADOS, soldados sem pátria, projetos de seres inanimados, assexuados, esvasiados, incompletos, sem qualquer vontade própria, inimigos de nós mesmos.

No fim, quando velhos, inúteis, perturbados, cataplécticos e alpistarados... tentam devolver à família de sangue, se ela inda existir e se lembrar destes perdidos para cuidar da carcaça que restou do processo mórbido e vampiresco.

Se não conseguirem, deixam estes projetos humanóides, já reduzidos à impotência total, nas poltronas de pequenas saletas dos centros, limpando um objeto qualquer ou abrem finalmente as portas e jogam estes seres no mundo de verdade.

Então, eles "livres" deverão agora sozinhos, quem sabe, lamberem as feridas que nunca mais vão cicatrizar, sem emprego, sem história, sem "curriculum vitae", sem patrimônio, sem bens, sem salários, sem empregos, sem amigos.

Pergunto, o OPUS DEI assassina as pessoas?

Respondo: aos poucos e sempre, todo dia, hora após hora, bem devagarinho...

SONIA MARIA DE MENZES

20 comentários:

CAntonio disse...

Caro Alberto,

É extenso, mas também é um testemunho:
.....":: Opondo-se ao mundo self-service: a vocação de numerária auxiliar ::

Lenise Garcia é Doutora em Microbiologia e Professora do Instituto de
Biologia da Universidade de Brasília. Sente-se orgulhosa de conviver
diariamente com algumas numerárias auxiliares do Opus Dei. Nesse artigo
apresenta, de maneira amável e profunda, o significado e o alcance dessa
«forma de estar» no Opus Dei.

Eu não sou uma numerária auxiliar. Mas conheço e moro com várias. Gostaria
de testemunhar o quanto aprendi e continuo aprendendo com elas.

Há numerárias auxiliares que mal terminaram o antigo curso primário de
quem ouvi raciocínios teológicos magníficos, que não são fruto de
sabedoria humana, mas do convívio com o Espírito Santo. Lembram-me
Francisca Javiera del Valle, a costureira simples, semi-analfabeta, autora
do "Decenário do Espírito Santo", livro muito apreciado por São Josemaria e
por muitos santos. Recordam-me as palavras de Cristo: Eu Te bendigo, ó Pai,
Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e
inteligentes e as revelaste aos pequeninos (Mt 11, 25).

Lembro-me de uma temporada difícil na minha vida profissional, na qual com
freqüência chegava em casa aborrecida por algum incidente na universidade.
Quantas vezes uma numerária auxiliar que então morava conosco me elevou o
ânimo, com um simples: "Que cara cansada. Garanto que não lanchou". E
fazia-me entrar na cozinha para o lanche atrasado, sempre com algum
detalhe de carinho. Não hesito em dizer que o convívio com essa pessoa fez
um enorme bem à minha vida espiritual.

Ninharias? O fundador da Obra preferia chamá-las coisas pequenas, e a elas
dedica todo um capítulo do livro Caminho. Nelas se manifestam o amor humano
e o divino. Somente quem ama e quem se doa ao outro é capaz de perceber
detalhes de serviço.

O serviço ao outro repugna à cultura do self-service, que estimula uma
falsa autonomia. Não querer ser servido caminha ao lado de não querer
servir. Mas quem quer bastar-se a si mesmo está condenado ao isolamento. E
a verdade é que dependemos muito uns dos outros: dependemos do médico, do
dentista, do professor e do coletor de lixo. Na universidade sempre temos
inveja das greves de lixeiros, pois a cidade passa três meses sem o nosso
trabalho, mas não passa uma semana sem o deles.

Os contemporâneos de Cristo, ao ouvi-lo pregar, surpreendem-se da sua
sabedoria. O Mestre que questiona os soberbos doutores da lei é um homem
que se dedicou, durante longos anos, a trabalhos manuais.

São Josemaria Escrivá meditou longamente, e tirou muitos ensinamentos,
dessa vida oculta de Cristo, durante os anos em Nazaré. Dentre eles, este
que está no cerne do espírito do Opus Dei: qualquer trabalho humano, por
mais humilde que seja, é nobre aos olhos de Deus e meio de santidade. O
que dá valor ao trabalho não é o brilho humano ou o status que se possa
alcançar, mas o amor de Deus com que é feito.

Como nos tempos de Cristo, não surpreende que o espírito cristão choque
uma sociedade afetada pelo egoísmo, o materialismo e o hedonismo. Neste
sentido, penso que a vocação de numerária auxiliar é uma vocação que traz
uma resposta à mentalidade self-service de um mundo descristianizado.

Há aqui um ponto paradoxal em relação ao preconceito. Alguns vêem a
dedicação de mulheres ao serviço doméstico como um preconceito contra a
mulher. Mas esse raciocínio é que nasce de um preconceito contra o serviço
doméstico, como se este não fosse um trabalho nobre e digno, como se as
pessoas que o exercem ficassem por isso diminuídas.

Na última ceia, Cristo se ajoelha e lava os pés dos discípulos. São Pedro
não quer aceitar esse serviço e é corrigido pelo Mestre. Talvez se tenha
lembrado da lição: Sabeis que os chefes das nações as subjugam, e que os
grandes as governam com autoridade. Não seja assim entre vós. Todo aquele
entre vós que quiser tornar-se grande, faça-se vosso servo. E o que quiser
tornar-se entre vós o primeiro, faça-se vosso escravo. Assim como o Filho
do Homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em
resgate por uma multidão (Mt 20, 25-28).

O texto latino diz: non venit ministrari, sed ministrare. Daí derivam as
palavras ministro e ministério. Também na concepção civil, "ministro" é o
que está para servir o povo, e não para ser servido. Todas as profissões
humanas podem e devem ser exercidas como um serviço aos outros, e este é
um aspecto fundamental para a santificação do trabalho.

Outro aspecto importante é a competência profissional com que as
numerárias auxiliares buscam exercer a sua tarefa. Conscientes de que a
sua não é uma profissão de segunda categoria, capacitam-se continuamente
para exercê-la bem. Muitas tornam-se também monitoras e professoras em
escolas hoteleiras ou cursos ligados à sua área de atuação.

Qualquer pesquisa na rede hoteleira mostra que um dos aspectos mais
valorizados pelos clientes é o serviço. Um hotel pode ter instalações
cinco estrelas, mas se o hóspede for mal servido sairá descontente. Do
mesmo modo, um ambiente doméstico acolhedor faz grande diferença na
qualidade de vida. Se proporcionar esse ambiente é algo importante, não
menos importante é a profissão de quem o propicia.

Além do fato de que todo trabalho honesto é digno, está também o de que o
serviço doméstico tem grande importância no ambiente familiar. O seu
descuido é responsável por parcela não pequena da atual crise da família,
pois muitos encontram em sua casa apenas um teto e não um lar.

São Josemaria sempre colocava como exemplo, também neste aspecto, o lar de
Nazaré. Como é fácil imaginar Nossa Senhora tirando água do poço, fazendo
pão e limpando a casa. Que bonita a inserção, no filme “A paixão de
Cristo”, da cena em que Jesus está trabalhando e Maria O chama para o
almoço. Esse foi o cotidiano de Nossa Senhora, o serviço doméstico. Ela
não era menos santa ao realizá-lo do que aos pés da Cruz.

Mais testemunhos: http://www.opusdei.org.br/art.php?p=19679

SDS,

Lâmina d'Água, Silêncio & Escriba disse...

Mostardinha!!!

Primeiro de tudo, parabéns pelo post e obrigada por me chamar para opinar!!!

Acho que serei cruel aqui...

Eu acho que o OD só assina, quem deseja ser por ele assassinado e eu explicarei melhor...

Eu tinha apenas 3 anos de idade e me lembro claramente da minha paixão pelos meus animais. Meu pai é de uma família de judeus e minha mãe é de uma família católica, apostólica e romana!!! Minhas tias por parte de mãe, são beatas, carolas!!! Minha avó, mãe de minha mãe, era bem mais inteligente do que as filhas e não era nada disso, felizmente, mas enfim, lá fui eu para uma missa (que eu considero o ritual mais chato que existe na face da terra e sempre achei isso desde de que me conheço por gente!!!), levada por alguma das tias e lá, me chamou atenção quando o padre disse no sermão, que as pessoas de bom coração depois de mortas, iriam todas para o céu... E eu perguntei para onde iriam meus animais depois da morte e eu não obtive resposta... Essa foi a primeiríssima vez que me deparei com um questionamento sobre as religiões e a religiosidade.
Depois, fui estudar na escola Israelita, na rua Madre Cabrini, em São Paulo e lá, também com pouquíssima idade, questionei tudo!!! Tudo!!! Como ainda faço hoje!!!
Por conta disso, eu não entendo que alguém consiga se deixar levar por uma prática e seja ela qual for, sem questionar nada, sendo induzida apenas pelos desejos e vontades de que as promessas feitas, sejam verdadeiras e de boas intenções. Sinceramente, eu entendo que por muitos problemas, alguém acabe envolvido em uma cilada dessas do tipo do OD, mas para tal, é necessário que a criatura jamais tenha questionado nada sobre a igreja católica, sobre o cristianismo e sobre as religiões.

Se o Pus Dei assassina??? É claro que sim, mas não é somente ele!!! Há muitos tipos de assassinatos sendo cometidos, direta ou indiretamente, desde os assassinatos gerados pela crença religiosa, sem importar se por fé ou não... Há assassinatos sendo cometidos desse mesmo modo em muitas outras áreas e guetos... Não impostando se tais doutrinas e promessas acontecem em salas de reuniões sindicalistas, partidárias ou até mesmo por traficantes... Há os que vendem as idéias e há os que se permitem serem levados e vendidos por elas, sem questionar ou então, como é muito comum também, apenas pelo imediatismos e pela necessidade de pensar a curto prazo e de tirar vantagem... Se há alguém que está oferendo uma garantia de uma cadeira cativa bem mais próxima da mão direita do pai, porque então ter de me manter uma postura correta e leal aos bons princípois, se tal aquisição poderá encurtar caminhos, seguindo o que estão a oferecer???

Esse é um patamar bem mais elevado do corredor da morte!!! Há que se ter um grau muitíssimo maior de comprometimento cerebral, para que alguém desse submundo possa convencer outrém, das benécias de um processo que se fosse bom e correto, não precisaria ser escuso.

Falando-se francamente, eu sou uma pessoa que adora a vida e adoro o bem viver e bem viver, para mim, é algo muito simples e de pouco custo, calçado apenas nas questões éticas e morais; de equiíbrio e conduta, de modo que minha permanência no meio, não tenha de ser nada além do necessário. Se eu me mantiver inserida sem que minha permanência na vida prejudique ninguém mais, isso já me dará crédito e o bastante para que eu não tenha culpas e nem tenha de pagar um passaporte para o céu...

Não tenho religião, mas exatamente por conta disso, que tenho um comprometimento sério com tudo que me cerca.

Acho que já escrevi quase uma milha...

Beijinhos e até mais!!!
Cris

veritas disse...

Olá José Alberto:

Esse é um livro que tenho na minha biblioteca e que, confesso, ainda não li, porque parece sempre que outra leitura mais viciante se insurge, eu costumo ler mais do que um livro ao mesmo tempo, mas acabo-os a todos e leio-os mesmo. Agora o seu post está a aguçar-me o apetite, até porque por sua sugestão já adquiri " O último Papa".

Bjs.

Guilherme Roesler disse...

Mostardinha, meu amigo, sempre desconfie dos moralistas. Nietzsche ja dizia: "É vício qualquer tipo de antinatureza - a mais viciosa espécie de homens é o padre: ele ensina a antinatureza". Assim, seria eu meio suspeito a dizer o que penso das religiões. Mas, sendo um democrata, respeito-as desde que estas não firam a liberdade, democracia etc. Particularmente, não cheguei a ler o Codigo da Vinci, mas penso ser esta confusão um tanto quanto desnecessaria, haja vista ser um romance e não uma obra historica.
Abraços, GR

Augusto Marques disse...

Li Emilio J. Corbière, autor do livro "Opus Dei. El totalitarismo católico" (Editorial Sudamericana, 2002) que definiu a organização como sendo "a mais forte manifestação integralista de poder na Igreja". Segundo Corbière, o Opus Dei esteve intimamente ligado com o regime de Franco, na Espanha, ocupando altos cargos no governo, em bancos, em editoras, revistas e outras publicações.

No Vaticano, a influência política do grupo teria crescido quando da quebra do Banco Ambrosiano e da conseqüência insolvência do Instituto de Obras Religiosas (IOR), instituição financeira da Santa Sé que mantinha negócios com o banco. O Opus Dei auxiliou financeiramente o Vaticano, evitando a quebra do IOR.

Os negócios do Banco Ambrosiano sempre foram cercados de polêmica.

A instituição financiava, entre outras coisas, o regime do ditador nicaragüense Anastásio Somoza.

O nome da instituição ficou conhecido mundialmente quando, em abril de 1992, o banqueiro Roberto Calvi, foi encontrado enforcado sob uma ponte, em Londres.

A Opus Dei é conhecida hoje em dia por escândalos e mais escândalos.

Stella disse...

livro e filme são bons thrillers
quanto ao OD não difere de qualquer outro grupo de fanáticos que temos no planeta

José Alberto Mostardinha disse...

Olá Stella:

... você é demais :-)
Curto... e grosso.

Bjs,

Nat disse...

Mostardinha,

Aqui no Brasil temos "religiões" que matam aos poucos muito mais que a prelazia papal Opus Dei. Já ouviu falar na Igreja Universal do Reino de Deus?

Bjs

António Silva disse...

vaticano, opus dei, banco ambrosiano, mafia... negócios comuns.
as duas faces da mesma moeda.
abençoados os pobres de espirito porque será deles o reino do céu.

José Alberto Mostardinha disse...

Vivam:

Coragem meus amigos.
Em defesa ou contra o tema, digam o que lhes vai na alma.
Só assim poderemos construir uma sociedade mais informada e, como tal, mais esclarecida.
Por outro lado a ignorância, qualquer que ela seja, é a condição ideal para se ser enganado.

Anónimo disse...

Eu sinceramente, não gostei muito do Código de Da Vinci.
Como dizemos aqui, foi mais a fama que a lama. Muita publicidade e pouco mais .
Quanto ao Vaticano, tem sempre que se meter em tudo...o que é já ridiculo a posição da igreja, perante determinados assuntos.

Bj

cleber disse...

Mostardinha,
Deus nos deu a capacidade de pensar, de fazer escolhas de seguir o caminho que nos pareça melhor. Qualquer entidade, organização, filosofia que tenha a premissa básica de arrancar, cercear, imobilizar essa capacidade está indo contra os desígnios de Deus e da natureza humana. Imagine os avanços que a humanidade já teria dado se não fossem as constantes intervenções das religiões nas ciências, na filosofia, na arte, na literatura, etc... Eles sabem que quem pensa é uma ameaça ao seu poder.

José Alberto Mostardinha disse...

Viva Cleber:

O teu comentário ajuda qualquer um a formar uma opinião muito mais esclarecida.

Qualquer entidade, organização, filosofia que tenha a premissa básica de arrancar, cercear, imobilizar essa capacidade está indo contra os desígnios de Deus e da natureza humana.

Notável.

Ser possuidor de um espírito crítico saudável, com verdadeira capacidade de crítica e autocrítica, é das coisas mais belas da natureza.

Sem elas o ser humano limita-se a... vegetar.

Um abraço,

Kafé Roceiro disse...

Amigo,
A Opus Dei provavelmente tem coisas do arco da velha que nós nem sonhemos em saber. Sabe Deus!

migas (miguel araújo) disse...

Viva Mostardinha
Tant insistência que cá estou eu.
Não porque me "obrigou". Mas porque este início das aulas, às quais já não estava há muito habituado, têm-me criado alguma necessidade de reavaliar a minha gestão temporal.
Mas cá estou!
Esta questão não é tão linear, nem tão simplicista como a está a descrever.
Esta é uma realidade transversal a muitos sectores da vida humana - aquela que é feita de e para os homens.
Acho, por isso, minimalista reduzir o tema à religiosidade.
De qualquer forma...
Indico-lhe já que, como católico que sabe que sou (por isso é que veio a "provocação") não tenho nada, mas mesmo nada, a favor da Opus Dei.
E nada tem a haver com o livro que o meu caro menciona e com as referências que lá estão descritas.
Porque de científico nada têm, apenas ficção. E como ficção, desviam-se da realidade e, em muitos casos, da verdade.
O conhecimento e o distanciamento, para não dizer, repulsa que nutro pela Opus Dei, nutro por outra qualquer realidade idêntica, como a maçonaria, situações semelhantes nos partidos políticos, nos serviços secretos, nos estados ditatoriais, na própria sociedade.
Que é?! A influência, a extorsão e a obscuridade e o secretismo que retiram a qualquer sociedade, associação ou instituiçãoa liberdade, o pluralismo e a democraticidade.
E é aí que abomino a Opus Dei. Porque retirando alguns aspectos referentes à religiosidade e aos princípios da fé, nada traz de benéfico á sociedade e à Igreja.
Mas isto é a minha percepção.
Não que concorde com o que está transcrito no post.
Porque como demonstrou o CAntonio o contrário também é realidade e existe.
É óbvio que no texto que nos é apresentado há contornos de revolta, de sede de vingança, por alguma frustração pessoal. Há aliás, uma simbologia e uma metamoforização muito forte em relação á questão.
Não sei, e acredito que haja muito pouca gente a saber, se a Opus Dei assassina alguém.
Aliás, vou mais longe e digo-lhe que acredito muito pouco nisso.
Há outras formas de vincar um posicionamento e o tráfico de influências por forma a "comandar" o mundo.
E esse, pelo seu secretismo e obscurantismo, acho-o mais perigoso.
Espero que lhe tenha satisfeito a curiosidade.
Um Abraço

efe disse...

Reparo, com alguma surpresa, que ao analizar o romance do Dan Brown todos parece terem tomado como alvo o Opus Dei por esta organização assumir as dores do sector mais reaccionário da igreja catolica tentando impedir a revelação do "segredo".
O "Código" é um romance com pouco ancoramento histórico e é assim que deve ser lido.
Foca uma problemática que não escapa à investigação histórica. Importaria talvez dizer que não há, nunca houve uma linhagem de J Cristo pura e simplesmente porque aquele JC não é um personagem histórico.

Ricardo Rayol disse...

Mostardinha, toda a religião que conta com forças especiais tem esta característica. Alguns ainda conseguem se explodir, credo. E obrigado pelo seu comentário no post da intolerância petista. Você foi de uma lucidez admirável. Quase re-editei o post para incluir.

Grande abraço

Anónimo disse...

Esta mistura de português e português do Brasil, em ortografia entenda-se, dá resultados esquisitos...
"premissa", "pesquiza",?????
Caros amigos, tentem não analisar assuntos tão sérios tão pela rama e tão ao de leve.
Claro que cada um é livre de o fazer, mas o "esclarecimento" não sai grandemente fortalecido, desta forma.
Cumprimentos.

José Alberto Mostardinha disse...

Caro Anónimo:

Muito obrigado pelas rectificações.

Seria interessante que não ficasse pela apreciação dos comentários dos outros e exprimisse, de forma a que todos ficassem mais esclarecidos, a sua leitura sobre o que é proposto.
Por outro lado convirá referir de que não é veleidade deste blog apresentar qualquer "tratado" sobre o que quer que seja mas sim e tão só colocar a debate diversas temáticas que, através dos comentários que são feitos ajudam, mal ou bem depende do ponto de vista de cada um, a formar uma opinião.
Cumprimentos,

Cfe disse...

Oportuno este post sobre o Opus Dei e "O código Da Vinci". Dá a chance das pessoas expressarem sua opiniões - e emoções - sobre algo muito delicado que faz parte de todos nós: a espiritualidade.

Justamente por isso várias e distintas opiniões são emitidas, não só aqui mas em vários lugares, duma maneira um tanto confusa e desordenada.

É preciso dividir as questões para não confundi-las.

O livro é uma coisa, o comportamento dos membros do Opus Dei, outra. Religião e a Igreja Católica tambem devem ser tratados de maneira separada embora seja obvio que todos os assuntos estejam intrissicamente ligados.

O livro - muito bem escrito - baseia sua história em fatos reais, facilmente reconhecíveis pela maioria das pessoas criando uma certa cumplicidade do leitor com o autor, tornando suas páginas uma espécie de viagem ao fundo do baú, uma vez que a maior parte daqueles que conhecem os fatos narrados, aprenderam-nos ainda em criança.

Sendo um livro prazeroso de ler, torna-se difícil ou trabalhoso separar a ficção da história. Muitos tomam como verdade absoluta fatos que apenas vieram da cabeça do autor. Outros ficam confusos com a profusão de "coincidências", "esquemas", e questionam-se sobre a veracidade do escrito.

O questionamento profundo e verdadeiro acerca do comportamento de membros do Opus Dei, sozinhos ou em grupo, até é bom. Esclarece suspeitas e serve até para dissipar desconfianças.

Atitudo totalmente oposta é, a de superficialmente e com outros intuitos, manipular pessoas levando-as a acreditar em monstruosidades. Como exemplo disso temos o que se passou na campanha presidencial do Brasil, onde por motivos políticos aplicaram ao candidato Alckmin a "acusação" de pertencer ao Opus Dei. Devia ser, para nivelar, numa estranha - muito estranha comparação - a associação clara e inequivoca do PT a grupos criminosos.

Não conheço em profundidade o Opus Dei. Sei que internamente chamam-no "a obra" e a maior parte de seus membros são de pessoas simples, contrariamente ao que se pensa. Mas como cristão e católico não posso aceitar passivamente as suspeitas lançadas (com algum sucesso) de associação duma prelatura católica a assassinos, corruptos ou coisa do genero.

Por outro lado não posso, nem quero ignorar dúvidas ponderadas provenientes na sua maioria de pessoas com sensibilidades e experiências diferentes da minha, como as aqui expostas por vários comentadores.

Como exemplo da pouca distância que separa a Fé da Razão posso dar a sugestão da consulta do, muito discutido e pouco lido, discurso feito por Bento XVI recentemente. Aquele que provocou uma enorme contestação dos mulçumanos. Uma leitura atenta poderá eventualmente surpreender alguns pela positiva.

Não conhecço nenhum site na internet onde esteja, mas foi impresso recentemente na edição portuguesa do " Courier Internacinal", um semanário muito bem feito, que recomendo a todos.

Desejos de um bom fim de semana a você Mostardinha e a todos,

Respeitosamente,

Cfe

PS: tão bem feito que suspeito que o professor demitido e condenado Emir Sader ( décano dos marxistas brasileiros) o leia, tal a coincidencia de alguns assuntos dos seus textos na Agencia Carta Maior e os deste jornal.