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...
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
...
2 comentários:
Olá! Fico feliz por descobrir que também possui este tipo de sensibilidade.
Cumprimentos.
Olá Veritas:
Apesar dos tempos, conturbados e de alguma desilusão, temos a obrigação de ser ou tentar ser felizes.
Temos também de estar atentos e repudiar as "máscaras" que pululam como "cogumelos" numa sociedade cada vez menos genuína.
Cumprimentos,
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