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Procriação medicamente assistida.

Written By Al Berto on sábado, maio 27, 2006 | sábado, maio 27, 2006


O Movimento Pró-Referendo da Procriação Medicamente Assistida (PMA) entregou ao Presidente da Assembleia da República, a iniciativa popular de Referendo que procura suspender o processo legislativo em curso da PMA, depois de ter sido aprovada na especialidade pelos deputados da comissão parlamentar de Saúde.

Estes elementos, entre eles os “suspeitos do costume”, mantêm uma opinião contrária á procriação medicamente assistida baseados em conceitos passadistas e sem qualquer fundamento adequado ao século em que vivemos.

São os mesmos que, balizados em opiniões provenientes dum pensamento religioso mais radical e assumidamente intrometido na esfera política, hipocritamente esquecem a preocupação com a vida dos actos cometidos pela igreja católica e decorrentes da sua história como foram os casos das Cruzadas, com a morte indiscriminada de inocentes só porque professavam outra fé, da Inquisição, com a morte indiscriminada de inocentes só porque ousavam ter pensamento próprio ou da perseguição e expulsão dos Judeus.

Uma hipocrisia que deve ser combatida através da denúncia da contradição de posições.

Resultante da aplicação destas técnicas, a procriação medicamente assistida já fez nascer o primeiro bebé no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Através destas técnicas, já foi proporcionado a milhares de casais a experiência do milagre da maternidade.
Também a ciência está cada vez mais apta a revelar os benefícios das terapias com células estaminais embrionárias, que terão potencialidades regeneradoras capazes de tratar doenças graves como o Alzheimer, por exemplo
Se por razões de saúde uma mulher ficou sem útero mas continua com produção de ovócitos porque razão não tem direito a ser mãe?


A infertilidade humana é um problema de saúde de capital importância, com implicações médicas e psicológicas. O progresso do conhecimento científico, com a aquisição de novas técnicas de reprodução assistida, permite solucionar grande parte desses problemas em benefício das pacientes.

Não sejamos “Velhos do Restelo” e saibamos olhar o futuro de frente.

3 comentários:

migas (miguel araújo) disse...

Caro Mostardinha
Espero que os contactos estejam a correr bem.
Quanto ao postal, permita-me que lhe solicite que não meta o cleor ao barulho.
Há alguma reticências dogmáticas da hierarquia clerical quanto ao tema.
Mas o que se passou na AR, foi uma grupo de cidadãos que procurou referendar o tema, como foi feito em relção ao aborto.
Nada mais... com católicos e com não católicos.
Eu por exemplo católico me confesso e sou a favor da Lei aprovada.
Já no caso do aborto... tenho dúvidas.

José Alberto Mostardinha disse...

Viva Miguel Araujo:

Antes de mais permita que lhe diga que, pela saudável conduta que tem havido na nossa troca de opiniões, muito o estimo.

Gostaria de lhe dizer que nunca pretendi meter o clero ao barulho.
Se quer saber eu também sou católico de baptismo...só que não aceito fundamentalismos...e muito menos hipocrisias.

O que quero frizar no meu post, para que fique claro, é que devemos ver o "todo" e não a "parte".

Vêr o todo significa analizar o passado e não se achar mais "humano" na defesa da vida somente porque se é católico...hoje.

O que de facto essas pessoas da petição fizeram foi, de algum modo, acharem-se mais "donos da verdade" do que outros.

E o que eu quis dizer foi exactamente o contrário quando expressei que, no seu passado, a igreja cometeu autênticas atrocidades em nome da "sua" fé.

Até 1859, data de extinção desse tenebroso Tribunal do Santo Ofício, onde esteve presente a defesa da vida tão propalada agora por causa do uso de células estaminais embrionárias essas sim usadas para salvar vidas?

veritas disse...

eu concordo com a procriação medicamente assistida, não devemos ser fundamentalistas. Sou mãe de dois filhos maravilhosos, tive essa experiência naturalmente, mas e se isso não acontecesse e eu desejasse tê-los? seria justo privar-me disso? Seria justo, humano, lícito negar-me a oportunidade?