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Ideias para Blogger

Um mundo mais pobre.

Written By Al Berto on sábado, agosto 19, 2006 | sábado, agosto 19, 2006



Amor, amor que está herido.
Amor, amor que está herido.
Herido de amor huído.
Herido, muerto de amor.

Decid a todos que ha sido.
Decid a todos que ha sido,
El ruiseñor.
Herido muerto de amor.
Herido muerto de amor.

Bisturí de cuatro filos.
Bisturí de cuatro filos.
Garganta rota y olvido
Cógeme la mano amor.
Que vengo muy mal herido.

Que vengo muy mal herido.
Herido de amor huído
Herido, muerto de amor.
Herido, muerto de amor.

Que vengo muy mal herido.
Que vengo muy mal herido.
Herido de amor huído
Herido, muerto de amor.
Herido, muerto de amor.

Muerto de amor.


Federico García Lorca é assassinado, por fuzilamento, ás mãos dos facínoras franquistas a 19 de Agosto de 1936.

O crime ocorreu perto de Fuente Grande, no término municipal de Alcafar, caminho de Viznar (município de Granada), junto a uma oliveira. Ao lado do poeta estava o Alcaide de Pulianas, Dióscoro Galindo González.

As suas últimas palavras:

VIVA a REPÚBLICA!

Também faz hoje 3 anos que foi assassinada uma pessoa que ficou no coração dos portugueses, de seu nome Sérgio Vieira de Melo que, com a sua humanidade, ajudou á formação desse jovem país que é Timor Loro' Sae.

31 comentários:

António Silva disse...

este sim, um verdadeiro poeta.
uma obra extensa e de qualidade.

Kafé Roceiro disse...

Garcia Lorca foi e é um grande poeta e um grande homem que deixou princípios de luta e de democracia.
abraços do Kafé.

vera disse...

Uma grande perda José Alberto... Infelizmente para todos nós. Hoje estou homenageando um cartunista cubano e o brasileiro SPONHOLZ. O clipe é lindo e nos faz repensar... :-) beijos

Guilherme Roesler disse...

Mostardinha, Gosto muito de Lorca. Tenho bastantes livros dele. Entretanto, premita-me uma correção. Ha pouco tempo atras, aqui no Brasil, saiu uma reportagem sobre ele, que é no minimo estranha. Segundo este jornalista, a morte de Lorca se deu por mpotivos muito mais familiares do que por seu republicanismo, como estamos acostumas a ver. O url´desta reportagem é este, e vale muito a pena conferir. Muito interessante.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u62844.shtml

Guilherme Roesler disse...

http://www1.folha.uol.com.br/
folha/ilustrada/ult90u62844.shtml

migas (miguel araújo) disse...

Meu caro
Peço desculpa pelo "plágio" do Veira de Melo, mas só após o meu psot e que "corri" a blogoesfera e vi que já tinha feito a referência a esse grande homem, não só pelo que fez em Timor, mas pela sua coragem de desafiar a "vida" no Iraque.
Cpts

José Alberto Mostardinha disse...

Caro Gulherme:

Que tenha havido denúncia não duvido. Esse sempre foi o sistema da escumalha fascista.
Deve-se considerar também que se tratava duma Guerra Civil que despontava. Os ódios vizinhos proliferavam.
Se por esta razão ou por aquela é indiferente.
Que a sua orientação sexual tenha sido de algum modo explorada, á época, perante um povo ignorante e analfabeto também não terei dúvidas.

Agora o que não tenho dúvidas absolutamente nenhumas é que ele foi fuzilado por ser antifranquista e profundamente republicano.
Alías foi capturado do lado das trincheiras republicanas juntamente com outros antifascistas.

Quanto ao filme, bem... os filmes são feitos para vender e o Guilherme perdoar-me-á mas, ainda assim, acredito mais nas independência jornalística do El País do que num qualquer realizador de ficção.
Para saber mais siga o link que coloquei em O Crime.

Um abraço,

Jorge Ortolá disse...

Olá José,

Nieira de Melo foi um grande Homem.

Lutou por causas nobres e morreu no exercicio de uma.

Boa Noite

Jorge disse...

Olá...
Grande poeta... e... viva a república!!!
Ah... não se preocupe com o rolode massa (aqui chamamos de pau de macarrão)... eu ainda corro o suficiente... rsrsrs...
Abraços...

Carminda Pinho disse...

Viva!
O mundo fica naturalmente todos os dias mais pobre, mas a qualidade dos homens é diferente de homem para homem.
Estes dois que referiste foram Homens de grande Qualidade, foram Homens Bons e Generosos.
Houvesse muitos mais como eles e o Mundo seria tão diferente!
Bj

Rose disse...

Vim te agradecer o carinho e te desejar também um ótimo fim de semana, bj

Kalinka disse...

Na realidade, o Mundo fica todos os dias mais pobre, porque sabemos quem são os Homens que morrem e nos deixam exemplos dos seus actos perante a Humanidade...mas, temos que pensar, que cada dia este Mundo ficará mais rico, pois a todos os segundos estão a nascer novos seres humanos que um dia serão alguém importante no Mundo, esperemos que sim...
o Mundo precisa deles...

Garcia Lorca foi e é um grande poeta e um grande Homem de luta.
Também Sérgio Vieira da Silva, um grande Homem em defesa dos direitos humanos...a sua morte arrepiou-me, lembro-me perfeitamente.

Bom fim de semana.

Novo artigo no kalinka, à sua espera!

Stella disse...

o mundo sempre fica mais pobre quando pessoas de luta e sensibilidade morrem, o importante é que nos deixam suas obras e feitos para nos ensinar.

Passarim disse...

Mostardinha,
Obrigado pela sugestão de simbolo. Já públicamos e aparecendo outros vamos submeter a aprovação de todos. Abs Jarbas

Ricardo Rayol disse...

Precisou de um patricio para me lembrar desse grande brasileiro

Saramar disse...

Maravilhoso poeta! Seus poemas sempre me inspiram, pela força e pela beleza.

Quanto ao Sérgio, foi um exemplo para todos os brasileiros, que mal tiveram tempo de conhecê-lo bem.
Beijos, querido e boa semana para você.

Guilherme Roesler disse...

Realmente Mostardinha, mas mesmo assim, independente de como e porque ele tenha morrido, o mundo ficou mais pobre. Abração, e bom final de semana, Guilherme

ariadne disse...

Obrigada pelas visitas assíduas; eu não consigo vir por mais que uma vez por semana, sinto.

Tanto Garcia Lorca quanto Viera de Melo representaram grandes perdas para o mundo , cada qual por sua contribuição particular. Uma pena, um pena.

Ekilibrus disse...

Parabéns. Tem um Blogue que justifica visita regular.
Cumprimentos

Lili disse...

Que belo poema! Desejo-lhe uma ótima semana.

≈♥ Nadir ♥≈ disse...

olá
Que o vento e o tempo sopre o meu voto de uma boa semana.
Beijo

Susana Barbosa disse...

Caro José Alberto

Boas lembranças!

Um abraço

vera disse...

Olá José Alberto: novidades! O fidel está cantando estoy bien no vídeo que postei agora!!! rsrs :-) beijão

CUBA LIVRE disse...

Olá, ficaria honrada com sua visita e sugestão.

Tiago Motta disse...

Há uma musica do Engenheiros do Havai que fala sobre essas ditaduras que destruiram muitos países, e ainda destroem como a de Hugo Chaves na Venezuela e a de Fidel em Cuba.

Alguns trechos dela:

"Eu presto atenção no que eles dizem mas eles não dizem nada. Fidel e Pinochet tiram sarro de você que não faz nada. A história se repete mas a força dessa história é mal contada. E o fascismo é fascinante deixa a gente ignorante e fascinada. E é tão fácil e interessante esquecer que a coisa toda está errada"

sANdrA fasolo disse...

Most, passei para um "alô",
você sempre com textos densos que fazem pensar, e como!
beijos aqui da Ilha
sANdrA

thesarcasticway disse...

Caro amigo Zé:

Vim aqui para lhe dizer que estou vivo!
Ando em treinos para os exames de Setembro para ver se venço aqueles velhos do restelo da FDUC!
Por isso não tenho aparecido!

Um grande abraço do João!

Lorena Sáez disse...

Qué decir, excelente la imagen del video y la canción-poema se ajusta a las reflexiones de mis dias.
Gracias por esa estrofa que dejaste en mi blog.

Besos y que tengas buena semana!!!
:D

Ângela Carrascalão disse...

José Alberto,

Garcia Lorca!Grande poeta, sem dúvida!
Só hoje acedi ao seu blog. Gostei bastante! Serei visita assídua.
Quanto à troca de links, terá de contactar o José Vítor Malheiros que é quem coordena o blog Timor 2006.
um abraço,

LCMarques disse...

Bela e oportuna homenagem.
Parabéns, sempre antenado e nos lembrando de quem é importante para a humanidade.
Abraços

[ CJT ] disse...

à falta de outro comentário válido, já tudo foi dito acerca de Viera de Mello, deixo por cá um texto que publiquei num blog [entretaneto extinto] e republicado entretanto em não sei quantos outros, escrito por alturas do atentado que o vitimou.
Foi e é uma sentida homengagem a ele e a todos quantos perecem debaixo da insanidade humana
.

Debaixo de um fogo a roçar o céu senti a súbita saudade de cheiros de menino quando, sentado no banco de madeira, ouvia um fado, sempre o mesmo, e me deixava assim embalar pela voz entrecortada por ruídos de tachos num frenesi demorado, antecipando o jantar.

Chorei e pedi aos Deuses que me dessem fortuna para conseguir lá chegar uma outra vez.

O barulho das vozes que me rodeavam era aquele que nos assalta no fim de um pesadelo, naquela altura mesmo antes de acordar, e chateava.

Debaixo daquele fogo deixei a minha mente e a minha alma rodopiarem sinistramente em volta de mim até me conseguir encontrar no meio de um suicídio público, daqueles em que se poderia bater palmas ao mortificado actor de tão trágica comédia e, tentando apalpar algum conforto senti então as pontas dos dedos tacteantes encontrarem carne como a minha e virei o meu corpo, sorrindo, preparando o beijo que me iria levar de volta.

Reparei então que a cara que tinha em frente a mim não era a que esperara encontrar.

Esta tinha um esgar que outrora poderia ter sido um sorriso mas que não o era já e olhava-me fixamente com os olhos emoldurados pelo vermelho velho do sangue misturado com o pó.

Tentei ignorar o ruído que me rodeava e voltar àquela cozinha da minha infância, desesperadamente tentei levantar-me e sair correndo mas não consegui: uma barra toldava-me os movimentos.

Era uma barra metafísica, uma barra que não se sujeitava aos baixos desígnios da Natureza e que nunca mais na minha vida se iria separar de mim.

Só muito mais tarde soube que o carro armadilhado tinha morto mais 29 pessoas além de mim.

Agora sorrio toda a minha tristeza e canto só para mim o fado que tão cedo aprendi.



Eu quero amar

amar perdidamente

Amar, só por amar é que há lei

Mais este, aquele outro e toda a gente

Amar

amar e não amar ninguém



Longa é a espera neste vazio que confronto com indiferença e a morte já não é um estorvo pois aprendi a esperar por companhia.

Alguém que me faça a vontade e me lembre como eu era pois a memória já me escapa.

Cedo aprendi que não podemos esperar que exista paz no mundo dos vivos mas, neste que habito agora, a paz está também ausente e a angústia de ver vezes sem conta corpos trucidados pela estupidez é constante.

Se tornar a morrer, quero morrer feliz.