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Violência na escola...é preciso denunciar.

Written By Al Berto on quarta-feira, junho 14, 2006 | quarta-feira, junho 14, 2006


A violência na escola está aí, é uma realidade cada vez noticiada com mais frequência e que é preciso enfrentar.

O mundo mental dos jovens desordeiros e agressivos gira á volta dum pensamento que, traduzido, assenta no seguinte:
- Todos os outros (jovens) têm tudo menos eu.

São jovens frustrados, zangados, vivendo com alguma dor, não conseguindo o que querem. Sentem-se vítimas do mundo que os rodeia.



Não têm qualquer sentimento pelos outros, normalmente nem sequer pensam nos outros.
Tudo se resume ao lema, o que são eles e o que querem, e nada mais.

Provavelmente a situação mais propícia para a agressividade é conviver com a dor.
Animais que foram torturados ou crianças que foram severamente molestadas normalmente ficam agressivas.
Animais e humanos que convivam na presença de adultos violentos tornam-se violentos por natureza.


As ciências sociais e biológicas vieram reconhecer que as influências mais importantes na violência são ambientais ou experimentais. Há uma evidência abundante que uma história do maus tratos é frequentemente um precursor do comportamento agressivo.
O recalcamento de situações adversas, bairros superlotados, isolamento e a vivência em circunstâncias desconfortáveis promovem a agressividade.

Esta exposição continuada á violência afecta todo o sistema nervoso e psicológico.

Resumindo, tudo o que aumentar a impulsividade e a irritabilidade diminui o julgamento e a capacidade de reconhecer a sua própria dor e a dos outros, aumentado assim a violência do sujeito.
Pais com atitudes violentas estão na primeira linha para produzirem todas estas anomalias de personalidade.


Rapidamente precisam ser encontradas medidas eficazes que possam contrariar a insegurança por ela gerada, tanto para alunos de comportamento normal como para os professores.

É a construção da própria sociedade vindoura que o exige já hoje.

9 comentários:

Rose disse...

José Alberto,
Tens razão, o meio violento torna as pesoas violentas.
Também, hoje em dia falta algumas coisas aos jovens: autoridades dos país e uma vida mais tranqüila.

Sem falar que a pressão que os jovens sofrem é grande.

Obrigada pelo seu comentário em um poema, muito gentil.

abraços

António Silva disse...

Está tudo muito bem mas são precisas medidas que permitam aos professores expulsar os alunos que tenham comportamento justificadamente incorrecto e violento.

Ana Luar disse...

Simplesmente assustador... mas por vezes a violência começa dentro da própria casa...

veritas disse...

Felizmente essas escolas, apesar de existirem, ainda são uma excepção. Acontece fruto da comunidade educativa em que a escola está inserida. Corporizada por crianças fruto de famílias problemáticas, que só andam ali muitas vezes obrigadas pelos pais para poderem receber o rendimento mínimo garantido. Mas esta violência também é fruto de uma determinada perda de autoridade por parte dos professores. Eu sou a favor da escola inclusiva, mas não nos moldes em que está a acontecer, deviam ser criadas mais alternativas a nível de escolas profissionais para alunos que, fruto de determinada conjuntura, perigam em não fazer o nono ano, que precisam de alternativas.Não podem ser os professores, nem os alunos, a pagar por erros do sistema...

Cumprimentos.

Maréchal Ney disse...

Most:

Sou otimista.E,assim sendo, não resisto a fazer uma reflexão animadora, esperançosa.

Verificou-se após o 25 de Abril, à massificação do ensino em Portugal, alicerçada no crescente aumento da escolaridade obrigatória, que como é natural, produz alguns casos de disfunção menores, prontamente sobrevalorizadas pela comunicação social.

Nos tais Bairros, por parte das autoridades, terá que haver imaginação recorrendo sempre, mas sempre, ao comprometimento dos protagonistas, dos moradores, dos comercianbtes etc...
Ergamos as mãos a Deus, porque poderíamos viver casos muito mais graves, à semelhança da França!

Saudações
Maréchal Ney

Patrick Gleber disse...

Caro Mostardinha,


Foi divulgada, ontem, mais uma pesquisa CNI/Ibope para a corrida presidencial. O resultado revelou que apesar de tantas denúncias, a popularida de do presidente Lula continua crescendo. A pesquisa detaca que os índices são tão positivos quanto os do início de seu governo.

Veja mais detalhes e a íntegra da pesquisa no meu blog

www.blogdopatrick.blogspot.com

Kafé Roceiro disse...

Caro Mostardinha,
Tenho reparado nas crianças e adolescentes desta geração um problema que na nossa época não existia. As mães hoje pouco vêem os filhos, de modo que na maioria são criados por empregados. E os pais acabam perdendo o poder sobre os filhos, ou seja, o LIMITE não é imposto a eles. Com isso ele sente que pode manipular os pais a darem para ele tudo aquilo que quer como se fosse para compensar a falta daqueles.

Amigo, um prazer tê-lo na roça para um café e uma broa de fubá.

Saudações do Kafé.

migas (miguel araújo) disse...

Esta questão da violência nas escolas, embora deprimentee condenável, não deixa de ser uma gota de água (como muito bem refere a veritas) e usada, pelos srs. profs, como trunfo e arma de arremesso contra a ministra.
Não sou socialista (nem tão puco lá perto, mas como o meu caro sabe recoheço na Ministra da Educação a única valia deste governo. É frontal, corajosa e conseguiu a proeza de objectivar o ensino: a prioridade são os alunos. isto é que custa ser aceite pelos profs, dado o seu pseudo-estatuto de intocáveise ao seu sentido de coorporativismo.Pese o facto lamentável de pagarem os justos (e muitos, felizmente) pelos pecadores.
E isto porque a violência não é um fenómeno da área escolar. A violência é um fenómeno muito mais abrangente, essencialmente social e familiar com repercursões em várias àreas: ensino - laboral - desporto - cultural (exclusão e "gheto"), etc.
E, apesar do seu gráfico, cada vez um fenómeno menos urbano (tido como grandes centros)e mais alargado e grande e médios centros populacionais.
Obviamnte são precisos medidas e urgentes para o seu combate.
Mas mais que isso, são precisas com muita urgência medidads preventivas e educacionais: nos meios e essencialmente, como muito bem refere a ana luar, na família.
Um abraço

Santa disse...

José Alberto,
SEu blog é um show!!! Pena que não consegui visitar todo. Tive problemas para carregar. Deve ser defeito da minha máquina.

Bjs