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CRIME sem CASTIGO?

Written By Al Berto on terça-feira, junho 06, 2006 | terça-feira, junho 06, 2006


Olho para o relógio, marca meia noite e dezoito, subitamente sinto um suave mas estranho cheiro no escritório onde escrevo estas letras.

Vou á janela que se encontra entreaberta para entrar o ar mais fresco da noite aveirense e o suave perfume das flores do jardim.
Não querendo acreditar nas minhas suspeitas...sou sacudido pelo cheiro tenebroso a abafado do ardido.

Fecho de imediato a janela. Na minha mente, e juntamente com esse cheiro, é também inspirado o cheiro da miséria humana, da covardia sem limite, da mão "leve" de uma justiça "pesada" que nada resolve.
O cheiro fica assim mais intenso e desgraçadamente nojento.

Ainda há pouco a nada cheirava, foi o sol?...mas é meia noite? Como é possível?
Quem cometeu mais este crime?

Será em Águeda, Albergaria, Sever do Vouga...não sei ao certo, será seguramente para esses lados onde há maior concentração florestal..."eles sabem o que fazem e onde fazer"...vou eu pensando.

Vou acabar o meu artigo para me ir deitar...mas quis escrevê-lo a "quente" não poderia ir deitar-me sem pôr cá para fora uma raiva contida e virada para seres humanos sem consciência, autênticos traidores á pátria e ao meio-ambiente.

Quero saudar os bombeiros que, genuinamente, pela noite fora, andem a combater nesta e noutras "guerras"...pois que é disso que se trata.

Pela manhã, bem pela manhã espero que esse fogo já esteja extinto e que não sinta esse pestilento cheiro novamente.

Mas uma certeza me assalta o espírito...ainda que o não cheire pela manhã, não irei esperar muito para o voltar a cheirar.

Porca miséria.

5 comentários:

Maréchal Ney disse...

Mostardinha:

Os grandes criminosos foram o governos salazaristas que a partir dos anos 50 dinamizaram a platação indiscriminada dos eucaliptos.

Uma introdução gravissíma, aliás como, também, a dissiminação do pinheiro.

E, meu caro amigo, e, se o trato assim, é porque o conheço, sempre que pretendamos tratar a questão dos incêndios nunca o devemos fazer pela via do incendiário.

As causas, são outras.

Um abraço

Maréchal Ney

José Alberto Mostardinha disse...

Viva Maréchal Ney:

Pelo que me conta o amigo parece ter formação na área agrícola.
Estou errado?

Cumprimentos.

veritas disse...

Porca miséria...bem dito...acredito que seja mais um crime sem castigo e que Dostoievski teria aqui pano para mais um romance...

Cumprimentos.

Maréchal Ney disse...

Não Mostardinha:
A ter, teria de Silvicultura, a versão nobre da agricultura.
Tenho, sim algum auto-didactismo.

Venha à minha residência, e comigo troques impressões, venha ajudar-me nesta saga interminável que é mudar o lugar comum,
(o incendiário) na abordagem a este flagelo.

O Maréchal Ney

José Alberto Mostardinha disse...

Viva Maréchal Ney:

Agora é que você chegou para mim...:-).

Pela amizade, que retribuo, e competência demonstrada nas suas ilustres intervenções bem que gostaria de trocar impressões consigo.

Queira entrar em contacto comigo através do email (clique na cartinha do menu) e ficará convidado desde já para uma pausada refeição em minha casa.

Calorosas saudações.