Sua Ex.ª o Sr. Presidente da República promulgou hoje a lei sobre a Reprodução Medicamente Assistida.
Vinte anos após o nascimento em Portugal do primeiro bebé através de uma técnica de Procriação Medicamente Assistida, foi aprovada na Assembleia da República a Lei de Reprodução Medicamente Assistida.
A infertilidade e a esterilidade são um real problema de saúde física e psíquica, afectando numerosos casais.
Uma lei necessária para preencher o actual vazio legal, já que, sem qualquer regulamentação, têm vindo a ser aplicadas diversas técnicas, como a inseminação artificial, a Fertilização In Vitro (FIV), a microinjecção intracitoplasmática (um único espermatozóide a inseminar o óvulo) e recurso a dador de esperma.
Milhares de crianças nasceram, entretanto, em Portugal graças a estas mesmas técnicas que irão agora, por fim, ter um enquadramento legal.
A actual legislação apenas permite a procriação assistida a casais heterossexuais, casados ou a viver em união de facto registada (com pelo menos dois anos).
Proíbe a clonagem de seres humanos para fins reprodutivos, com uma formulação idêntica à recolhida na Constituição Europeia e determina quais são as técnicas de reprodução medicamente assistida acreditadas científica e clinicamente que podem aplicar-se no nosso país.
Entretanto a Igreja, dando seguimento á sua tradição de séculos e que todos conhecemos no que diz respeito a sua preocupação com a vida humana, particularmente durante a Idade Média, vai publicar instruções para os católicos sobre a Reprodução Medicamente Assistida em que estes terão de se adaptar à realidade legislativa sem se socorrer daquilo que vai contra a dignidade humana.
Por exclusão de partes quem democraticamente aprovou e promulgou a lei é contra a dignidade humana.
Estamos conversados.![]()







13 Julho, 2006, por
CAntonio
Caro José Alberto,
Andei sumido.....mas voltei e estou novamente na batalha.
Quanto ao assunto Clonagem Humana, tenho muito medo daquilo que podem ser capaz os Doutores Silvana espalhados pelo mundo afora.
Abraços
13 Julho, 2006, por
veritas
Acho que a clonagem tem implicações éticas, não vou aqui discutir isso, é a velha questão do sexo dos anjos, no entanto compreendo a sua importância científica e até na questão da genética. Sou a favor da reprodução medicamente assistida, sei a ansiedade e frustração que se podem instaurar pelo desejo adiado de ter um filho, por motivos de infertilidade. Pode ser a génese de doenças psicológicas graves pelo sentimento de impotência,inutilidade, porque se acha que, se não se serve para ter um filho, não se é ser humano total, é-se incompleto. Há pessoas que podem não compreender isto, porque dos seus projectos de vida, da sua realização pessoal, não faz parte a maternidade/ paternidade. Eu tenho dois filhos maravilhosos, que nasceram sem problemas, e sei que sem eles a minha existência seria mais pobre.
Quanto à igreja...comentar para quê????
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