
Estamos no Séc. XXI mas:
"...A responsável do lar residencial do Centro de Reabilitação Profissional de Setubal tinha sido condenada anteriormente pelo Tribunal de Setúbal com pena suspensa por apenas um caso, o de ter amarrado por duas vezes os pés e as mãos de um menino de sete anos para evitar que este saísse da cama e a acordasse."
e
"...fechava frequentemente um menor de sete anos, que sofria de psicose infantil muito grave, na dispensa, com a luz apagada, para que ficasse menos activo."
e
"a responsável tinha sido indiciada por maus tratos, nomeadamente por causa das estaladas e palmadas, mas também por fechar as crianças em quartos escuros quando estas se recusavam a comer."
Pois bem, "O Supremo Tribunal de Justiça entende que são «lícitas» e «aceitáveis» as palmadas e estaladas dadas por uma responsável de um lar de Setúbal (a tal) a crianças com deficiências mentais".

Esta notícia do jornal «Público», que diz ter tido acesso ao acórdão do Supremo, é reveladora de algo que não vai bem "no reino da Dinamarca".
Trás á memória a "justiça" exercida no "Estado Novo" em que inocentes, só porque queriam falar livremente, eram mandados para as prisões (e para a morte) e verdadeiros criminosos eram promovidos e bajulados.
Será que a justiça em Portugal sofre de alguma "anomalia congénita"?
Se sofre que se trate, senão estamos "feitos".
Do "dicionário":
Violência Doméstica - é a agressão, franca ou velada, politicamente correcta ou não, em que um membro da família (ou outro) submete os demais.
0 comentários:
Enviar um comentário